Em “O Teatro do Bem e do Mal” o jornalista uruguaio Eduardo Galeano aborda temas como a economia mundial, política e ecologia, além de questões sociais e raciais. Os textos foram reunidos a partir de diversas publicações como jornais e revistas entre o fim e o início do século. As questões evocadas no livro são pertinentes ao plano global e mostram-se sempre atuais e de um valor diferenciado que possibilita novas reflexões.
O texto de Eduardo é rápido e rico, o jornalista mostra-se um importante pensador da atualidade, utilizando de humor e uma ironia corrosiva o autor discorre de forma honesta e sem amarras sobre os mais variados e polêmicos temas que percorrem o mundo. Num misto de conto, crônicas e ensaios o livro “O Teatro do Bem e do Mal” mostra-se um importante documento da história humana recente.
Título: TEATRO DO BEM E DO MAL, O
Catálogo: L&PM Pocket Plus
Gênero: Literatura moderna internacional
Série: L&PM Pocket Plus
Páginas: 128
Medidas:10,7 X 17,8 cm
1° Edição: setembro de 2006
Sejam Bem Vindos
Estou aqui na tentativa de criar um blog relacionado a pesquisas e temáticas que abordem toda a produção histórica.
Mande seu trabalho ou pesquisa para ser publicado no blog e ajude a espalhar cada vez mais o conhecimento.
Contato: Handresson2007@hotmail.com
[...] nada do que já tenha ocorrido se perdeu para a história.WALTER BENJAMIN, Sobre o Conceito de História (1940)
segunda-feira, 14 de junho de 2010
domingo, 13 de junho de 2010
Dica de Livro: Africa E Brasil Africano
A autora traça um panorama do continente africano, com suas diversas sociedades locais, sua história e cultura antes e depois da escravidão. E retrata as conseqüências da importação de quase 5 milhões de escravos africanos ao longo de mais de 300 anos de história do Brasil, mostrando as marcas de um legado cultural que até hoje exerce grande influência na sociedade brasileira.
Autor: SOUZA, MARINA DE MELLO E
Editora: ATICA
Assunto: HISTÓRIA DO BRASIL
Homens andam sobre dois pésHominídeos andam sobre dois pés (c. 3,5mi a.C. - África Oriental)
Tanzânia, hominídeos estão andando sobre dois pés , deixando pegadas em cinza vulcânica consolidada, conhecida como tufo. A condição da cinza poderá preservar as pegadas por milhões de anos.
Marcas no chão
Além das pegadas dos hominídeos, há marcas de um grande número de animais terrestres e aves que participam de uma migração anual, todos rumando para o norte. Embora não se saiba qual espécie de hominídeo está deixando as pegadas, elas aparentam ser de dois adultos e um jovem. O menor dos adultos segue deliberadamente os passos do maior dos três.
As maiores pegadas medem de 18 a 23 cm de comprimento, e sua profundidade na cinza indica que os hominídeos tem de 1,20 a 1,50 de altura. As pegadas monstram que, enquanto cruzava a extensão da cinza, um dos três hominídeos parou para olhar à esquerda, possivelmente para previnir-se contra predadores, comuns na àrea. A trilha dos hominídeos é cruzada pela de um cavalo com um potro trotando a seu lado.
Fim da era Glacial
Extinta a caça de grande porte (c. 8.000 a.C. - América do Norte): Há algum tempo vem se reduzindo o número de exemplares da megafauna, a caça de grande porte que era uma característica típica desta área e que, provavelmente, foi o que atraiu para cá os primeiros colonizadores. Agora, esses animais parecem ter desaparecido totalmente. Tudo indica que mastodontes, mamutes lanosos, preguiças terrestres gigantes, antas, camelos e tatus gigantes estão extintos na América do Norte.
Morte em Massa, Uma das razões para a extinção em massa é que a glaciação está terminando e, com o clima tornando-se mais quente e mais seco, o tipo de alimento exigido por esses grandes animais praticamente desapareceu. Mas a caça excessiva talvez tenha sido também um fator importante. As pontas estriadas das flechas mostraram-se armas eficientes.
E houve ainda numerosas ocasiões em que os caçadores provocaram o estouro de manadas inteiras, para fazer os animais caírem do alto de rochas ou cercá-los em estreitas passagens e, em seguida, abatê-los. Ainda existem muitos animais de caça, mas o desaparecimento das espécies de maior porte e o clima, cada vez mais quente, inevitavelmente produzirão profundas mudanças no modo de vida das pessoas
Artesãos fazem ferramentas de cobre
Artesãos fazem ferramentas de cobre (c. 5.000 a.C. - Oriente Médio)
As comunidades estão produzindo mais ferramentas e armas de cobre, graças a um novo e engenhoso processo que permite extraí-lo de rochas incandescentes contendo minérios do metal.
Na gruta de Shanidar, no Iraque, um homem é enterrado em meio a coroas de flores de cores vivas e doces aromas. Na França, um jovem desce à cova com ferramentas de pedra e ossos de animal espalhados em torno dele. Num abrigo rochoso em La Ferrassie, na França, um homem, uma mulher, duas crianças e um recém-nascido são enterrados em um pequeno cemitério. Na Ásia Central, uma criança é enterrada com um anel de chifres de cabra montado na terra em torno de sua cabeça.
Não se sabe se esses enterros são de membros especialmente importantes das comunidades, mas um fato tem sido notado: os homens são geralmente sepultados com alimentos, ferramentas ou outros itens, enquanto as mulheres não parecem conseguir semelhante tratamento. Menos Respeito Nem todas as comunidades Neandertal mostram tanto respeito pelos mortos. Em Krapina, no norte da Iuguslávia, ossos humanos esmagados foram atirados à terra juntamente com ossos de animais, sem nehuma tentativa de enterrá-los, e alguns mostram marcas de cortes. Suspeita-se de canibalismo, mas não há nehuma certeza disso.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Dica de livro: Uma Breve História do Século XX
Mais uma vez, o autor de "Uma Breve História do Mundo", Geoffrey Blainey, surpreende os leitores. Em "Uma Breve História do Século XX", você vai se surpreender com uma descrição vibrante e apaixonada dos cem anos mais fascinantes da história.
As duas maiores guerras, a ascensão e queda dos regimes comunistas, o maior colapso econômico já vivido, o declínio das monarquias e dos grandes impérios da Europa - tudo isso com emoção e intensidade.
Nessa fantástica viagem, cada fato é exibido com exatidão e sagacidade. E cada triunfo é revelado com dinamismo e entusiasmo, como em um emocionante filme sobre o nosso passado. Um livro essencial para compreender os acontecimentos que nos trouxeram aos dias de hoje!
Bandeira de Pernambuco
Nossa bandeira foi idealizada pelos revolucionários de 1817 e oficializada, anos depois, pelo governador Manoel Antonio Pereira Borba. A cor azul do retângulo superior simboliza a grandeza do céu pernambucano; a cor branca representa a paz; o arco-íris em três cores (verde, amarelo, vermelho) representa a união de todos os pernambucanos; a estrela caracteriza o nosso estado no conjunto da Federação; o sol é a força e a energia de Pernambuco; finalmente, a cruz representa a fé na justiça e no entendimento.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Dica de Livro: A trajetória de um rei sem castelo Lampião
"Falar de Lampião significa repensar o que seria o sertão de hoje sem o cangaço de ontem. Tido como maior forma de insurreição ocorrida no nordeste do país, Lampião forçou, embora involutariamente, o sertão a mudar. Estradas tiveram que ser construídas, pois o "Homem" precisava ser alcançado. Escolas foram erguidas, a fim de conter e educar os futuros lampiõezinhos que nasciam a cada momento naquele sertão.
Com sua bravura e destemor, este homem desmoralizou muitos poderosos e mandões naquelas terras, tirando deles os seus maiores trunfos: dinheiro e poder..." (Paulo Moura)
Como adquiri o Livro: Em recife, no box sertanejo, no mercado da madalena ou na livraria jaqueira.
Contato direto com autor: Tel: (81) 9421-2653 / (81) 8792-5831
Como apresentar um trabalho na frente de toda a sala?
Existem pessoas que não conseguem falar bem quando estão com toda a atenção voltada para si. No período escolar são inúmeras as vezes que o aluno tem que apresentar um trabalho, uma maquete, um exercício ou outras atividades que o coloca sobre evidência aos demais que estão presentes na sala de aula. Como lidar com a insegurança e a timidez ao falar?
Os sinais quando se está prestes a falar para outras pessoas são sempre os mesmos: frio na barriga; suor, principalmente nas mãos; vontade de urinar; insegurança e voz trêmula. Para conseguir lidar com essas situações é importante seguir algumas regrinhas básicas:
Dominar o assunto a ser apresentado, ler o material não é bom;
Buscar a melhor maneira de se apresentar à frente, de pé ou sentado;
Falar de forma clara com o vocabulário adequado para a situação (para que o objetivo seja atingido);
Determinar um tempo para a apresentação;
Falar com boa intensidade e velocidade, nem alto e nem baixo, nem devagar e nem rápido;
Mostrar entusiasmo na apresentação para despertar interesse daqueles que ouvem para o que é apresentado;
Não tente se desculpar se por acaso der algum deslize e nem se justifique, apenas corrija;
Olhar diretamente para as pessoas para que inspire confiança;
Busque materiais de apoio que auxilie na lembrança do que deve ser falado;
Evitar olhar para colegas que buscam tirar sua concentração;
Ao final, enfatizar os pontos principais apresentados e por fim;
Esclarecer dúvidas que possam existir.
Apesar de seguir à risca o que está descrito acima, poderá ainda haver o aparecimento do nervosismo e do friozinho na barriga, porém insegurança não.
A invenção do purgatório
Na Idade Média notamos o desenvolvimento de uma série de fatos e experiências históricas que fizeram da Igreja uma das mais poderosas instituições daquela época. A difusão dos preceitos cristãos pela Europa e em outras partes do mundo fez com que os dirigentes desta denominação religiosa interferissem profundamente nos hábitos, concepções e modos de agir de um grande número de pessoas daquela época.
Apesar da visibilidade de todo esse processo, não podemos chegar à simplista conclusão de que os clérigos conseguiam fazer com que as pessoas fizessem aquilo que eles bem entendessem. A Igreja influiu na sociedade de sua época, mas também houve situações em que essa poderosa religião também teve de dialogar com as situações e impasses gerados pelos seus próprios seguidores. Para compreendermos tal ponto, podemos tomar a questão da vida após a morte como um interessante exemplo.
Até o século XII, o cristão estava destinado às glórias e o conforto dos céus ou ao tormento eterno mantido nas profundezas do inferno. A proposição de destinos tão diferentes, fez com que vários fiéis buscassem uma vida predominantemente voltada para a garantia de salvação. Mas como bem sabemos, desde aquele tempo, os pecados atingiam a muitos cristãos e, por isso, pairava uma enorme dúvida sobre qual seria o destino de alguém que não foi nem completamente bom ou ruim.
Nesse período, é interessante frisarmos que a ordenação social legitimada pela Igreja passava a escapar do seu controle. O mundo medieval antes dividido entre clero, nobreza e servos passava a ganhar a entrada de pessoas que não se ajustavam completamente a esse modelo harmônico dos clérigos medievais. Passando a viver no efervescente ambiente urbano, muitos fiéis e clérigos não tinham meios seguros para dizer se alguém levou ou não uma vida louvável aos olhos de Deus.
De fato essa discussão era bastante antiga e já tinha presença nos escritos de Santo Agostinho, no século IV. Segundo esse teólogo medieval, o indivíduo que teve uma vida mais inclinada ao pecado seria destinado ao Inferno, mas poderia sair dessa condição através das orações feitas pelos vivos em sua memória. Já aqueles que não foram inteiramente bons passariam por um estágio de purificação que poderia trazê-lo para os céus.
Até então, o purgatório era compreendido como um processo de salvação espiritual que fugia do que era normalmente convencionado pela Igreja. Segundo a pesquisa de alguns historiadores, a ideia de que o purgatório fosse um “lugar à parte” somente tomou forma entre os séculos XII e XIII. Contudo, engana-se quem acredita que esse terceiro destino no post mortem seja uma proposta originalmente concebida pela cristandade ocidental.
Os próprios judeus acreditavam que aqueles que não eram nem bons ou maus seriam levados a um lugar onde a pessoa sofreria castigos temporários até que estivessem aptos para viverem no éden. Entre os indianos, os “intermediários” poderiam viver uma série de reencarnações que os levariam até os céus ou ao inferno. Sem dúvida, podemos ver como a própria condição do homem e sua experiência histórica influíram na visão de mundo de várias crenças.
terça-feira, 8 de junho de 2010
Nucleo de pesquisa
Olá pessoal,
A FUNESO está com um projeto de abrir um nucleo de estudos e pesquisas afro-indígenas, fui convidado para fazer parte da coordenação de uma linha de pesquisa, quem se interessar entre em contato comigo (apenas da minha linha de pesquisa), Marcelino Alves de Souza . E-mail para contato: torquatosouza@hotmail.com
PROJETO PARA GRUPO DE PESQUISA NA FUNESO
BRASIL E AFRICA NO IMPÉRIO COLONIAL PORTUGUÊS
Coordenador: Profº Especialista Leandro Nascimento de Souza
Objetivo: Esse grupo de pesquisa tem como objetivo preencher uma lacuna nos estudos do período da Expansão Ultramarina Portuguesa, também chamado de Mundo Atlântico Colonial. A proposta entende que no que concerne à História do Brasil e especificamente de Pernambuco, estão vinculadas a processos mais amplos como a História Africana e Ibérica. Nossa proposta é de iniciar alunos da instituição na pesquisa acadêmica, estabelecendo diálogos com pesquisadores de outras instituições do Brasil, através dos encontros de história. Discutiremos pesquisas que congreguem temas como: histórias de vida, organizações políticas e econômicas, sociabilidades, culturas e idéias que circularam entre as margens do Atlântico no período que engloba principalmente os séculos XVI ao inicio do XIX. Pretendemos promover e participar dos encontros científicos, publicaremos artigos sobre os temas abordados nas investigações desenvolvidas dentro da linha de pesquisa, além de possibilitar um aperfeiçoamento das pesquisas que se desenvolvem no âmbito da instituição.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
A História do Cristo Redentor
A história recente do Corcovado data desde o século XVI, quando os colonizadores portugueses batizaram a montanha de Pico da Tentação, uma referência a um monte bíblico. No século XVII o monte é rebatizado de Corcovado, devido a sua forma que lembraria uma corcunda (corcova). Em 1824, dois anos após a independência do Brasil, Dom Pedro I lidera uma expedição ao topo do Corcovado, abrindo um caminho para o cume. 35 anos mais tarde, em 1859 o padre Pedro Maria Boss sugere à Princesa Isabel que seja construído um monumento religioso no alto do Corcovado.
Em 1882 Dom Pedro II autoriza a construção da Estrada de Ferro do Corcovado, que começa a funcionar em 1884 no trecho Cosme Velho Paineiras. Um ano mais tarde é inaugurado o trecho final da estrada de ferro, ligando as Paineiras ao topo do morro. A extensão total da ferrovia é de 3800 metros. Somente em 1921 é retomada a idéia do Padre Maria Boss de construir um monumento religioso, na ocasião para comemorar-se o centenário da independência do Brasil. A pedra fundamental da construção é lançada em 4 de Abril de 1922.
Em 1923 é realizado um concurso para a escolha do monumento a ser construído e o projeto vencedor é do engenheiro Heitor da Silva Costa. Finalmente, em 1931 é inaugurada oficialmente a Estátua do Cristo Redentor. O desenho da estátua é de Carlos Oswald e a execução do escultor francês Paul Maximilian Landowski. As escadas rolantes e os elevadores são de 2003. Em 2007 o Cristo Redentor foi declarado uma das 7 Maravilhas do Mundo.
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