Sejam Bem Vindos

Estou aqui na tentativa de criar um blog relacionado a pesquisas e temáticas que abordem toda a produção histórica.
Mande seu trabalho ou pesquisa para ser publicado no blog e ajude a espalhar cada vez mais o conhecimento.
Contato: Handresson2007@hotmail.com

[...] nada do que já tenha ocorrido se perdeu para a história.WALTER BENJAMIN, Sobre o Conceito de História (1940)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Civilização Cretense e Micênica

A origem da civilização grega está intimamente ligada à ilha de Creta, ao sul do Mar Egeu. Nessa ilha, com 258 km na parte mais larga, se desenvolveu uma sociedade voltada ao comércio com as regiões vizinhas, em especial com o Egito. 
Creta exerceu domínio sobre a Grécia continental. 

Até hoje alguns pesquisadores discutem se a civilização cretense chegou a ser uma unidade política, governada por um lendário rei chamado Minos, ou se predominou a fragmentação em vários reinos. 

Outro aspecto a ser destacado é o privilégio de que desfrutavam as mulheres cretenses, desconhecido em outras sociedades da Antiguidade. Como decorrência disso, a religião mostrava a tendência matriarcal dessa sociedade na figura da Grande Mãe, sua principal divindade, particularidade distinta de outras culturas do período em que era comum o predomínio de divindades masculinas. 

No século XV a. C.,um grupo de invasores formado pelos aqueus, povos do norte da Península Balcânica, foi responsável pela queda de Creta e pelo advento da civilização micênica, na qual essa era o centro. 

Tanto os dórios quanto seus antecessores, os aqueus, os eólios e os jônios, faziam parte do grupo humano lingüístico denominado indo-europeu, que alcançou a Península Balcânica entre 200 e 1200 a.C. 

Os dórios impuseram um violento domínio sobre toda a região da atual Grécia, causando não só o fim da civilização micênica, mas também o deslocamento de grupos humanos da Grécia continental para as ilhas do Egeu e o litoral da Ásia Menor, em processo conhecido como Primeira Diáspora Grega 

Veio a decadência, cidades foram esvaziadas, provocando o colapso comercial e cultural, o que quase ocasionou o desaparecimento da escrita na região. 
Acabaram por obrigar os diversos povos que lá habitavam a deixarem o que ainda existia de vida urbana e comercial para se dedicarem as atividades rurais.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Mídia e Racismo

Esse texto é de Thiago Oliveira blogueiro e professor de História. o endereço do blog é: http://www.batedeiraindustrial.blogspot.com/,
Sérgio Cardoso, ator branco pintado de negro em A Cabana do Pai Tomás (1969)
Peço a você que visualize junto comigo um diretor de telenovela, acabando de receber o script das mãos do autor para o próximo folhetim do horário nobre. Ele começa a ler a sinopse da trama e a descrição de cada personagem. No papel do galã segue a descrição: Empresário bem sucedido, entre 30 a 35 anos, porte físico atlético, bonito. Será que o diretor convidará um ator negro para dar vida a esse personagem? Provavelmente não. Por mais que tenhamos avançado, o negro ainda não é visto como um profissional bem sucedido. Ele esta mais para o faxineiro, a diarista, o chofer, o bandido... Também é difícil aceitar o negro como galã. O padrão europeu de beleza está longe de ser quebrado. Para a maioria das pessoas, existem negros, latinos e asiáticos bonitos, mas no geral, o biotipo de cabelos loiros e olhos claros é considerado o auge da estética.  E a mídia sabe muito bem explorar isso.
    A sociedade brasileira é racista, de tabela a mídia também . É um racismo diferente dos EUA, por exemplo, que tende a segregar brancos e negros. Aqui no Brasil está todo mundo misturado. O negro é maioria e minoria ao mesmo tempo. Está em maior número na quantidade de pessoas, está em maior número entre as camadas mais carentes, está em menor número no que diz respeito à escolaridade e está em menor número ainda na mídia. Como nós vivemos num país miscigenado, e exportamos pra gringo ver a imagem da mulata que samba quase nua, mantemos uma postura anti-racismo, mas essa nossa postura só mascara o que somos de fato: Somos preconceituosos e racistas. Por mais que se diga que não, é a mais pura verdade, e quem é negro sabe do que estou falando. Pois eu não posso descrever o que é ser barrado numa festa por causa da minha cor, não sei o que é ser confundido com um bandido por causa da minha cor, não sou comparado ao macaco por causa da minha cor. Nesse momento, vários cidadãos brasileiros estão sendo descriminados pelo simples fato de serem negros.
Precisamos dialogar francamente. Precisamos assumir que somos excludentes e racistas. Esse é o ponto de partida para que a mudança venha ocorrer de fato. Não dá para discutimos esse assunto apenas na Semana Da Consciência Negra. Essa questão deve ser pauta nas escolas e univesidades durante o ano inteiro. O negro precisa questionar a sua ausência na mídia. Por que os atores negros só são maioria quando uma novela aborda a escravidão ou um filme mostra o banditismo nas favelas?  Na novela Passione, que está no ar atualmente, há um negro como um dos executivos de uma gigantesca empresa. Porém todos os demais executivos possuem um núcleo familiar, menos ele. Não aparece sua mãe, seu pai, seus irmãos...É um personagem solto, sem origens. Faltam negros no mercado de atores? Não, falta romper com o racismo velado. Se eu perguntasse a você o nome do repórter branco da Rede Globo, você com certeza rebateria: qual deles? Mas se eu perguntasse o nome do repórter negro, você responderia na lata: Heraldo Pereira. Por que? Porque só tem ele.
Sinceramente, as coisas estão melhorando. O sistema de cotas nas universidades, tão polêmico e questionado, irá formar afrodescendentes que daqui a uma década farão parte de uma nova classe média. Consumidores em potencial que vão passar a cobrar uma maior representatividade. Vão querer se ver na tela da televisão, não mais como subalternos. Também a Lei 10639, que decreta o ensino de História da África e da Cultura afro-brasileira, se posta em prática de maneira responsável, formará cidadãos que não terão mais preconceito de cor. E assim não será preciso mais falar em consciência negra, e sim consciência coletiva, cidadã, humana. Infelizmente, mesmo se extinguindo o preconceito racial, a sociedade irá arrumar um outro preconceito novinho e folha para pôr no lugar do racismo. Mas vamos focar no nosso preconceito de cada dia. Ele ainda não foi vencido. Depois falaremos dos que virão, sejam eles quais forem. 

Alexandria

Alexandria era um centro urbano que deu origem ao reino egípcio dos Ptolomeus. Foi fundada em 332 a.C. pelo macedônio Alexandre Magno e em pouco tempo se tornou uma das maiores cidades do mundo grego. No quebra-mar do Mar Mediterrâneo, foi construído o Farol de Alexandria, com 135 metros de altura, divididos em três partes onde a primeira era quadrada, a do meio era de oito faces e a superior era cilíndrica. Era rodeada por uma rampa em forma de caracol que chegava ao topo onde havia a estátua do deus Hélio, o deus Sol. O farol é considerado uma das maravilhas do mundo antigo.
A cidade foi a principal base marítima do Mediterrâneo, pois abrigava grandes embarcações e permitia que a cidade exportasse sua produção para todo o país. Tornou-se capital do Egito e nela foi construído grandes palácios, instituições públicas, museus, bibliotecas e templos.
No século VII, a biblioteca da cidade foi incendiada perdendo cerca de 700 mil rolos de papiro contendo obras da antiguidade. Em 1375, o farol foi destruído por um terrível terremoto. Em 1994, arqueólogos mergulharam sob Alexandria e descobriram restos de embarcações e de construções daquela época. Hoje, a cidade está ameaçada pelas erosões provocadas pela elevação marítima.

A vida de luxo dos Faraós

Hoje existe uma restrita parcela da população mundial que vive em um elevado índice de consumo e muito luxo. 

Mas isso não é privilégio apenas da sociedade atual. No tempo dos faraós, eles e suas famílias levavam uma vida com muito luxo, requinte e conforto, mesmo que nos padrões da época a realidade vista hoje é de surpreender. 

Os faraós moravam em palácios com mobília fabricada com materiais nobre, como cedro, ébano com vários detalhes em marfim e ouro e os artesãos possuíam técnicas e perícias para a elaboração de peças únicas, os utensílios domésticos possuíam grande beleza e qualidade em relação aos demais objetos usados em outras famílias, isso só afirmava o poder e a riqueza. 

Outra evidência de luxo, conforto e prova da tamanha riqueza estava no contingente de servos responsáveis pela manutenção do palácio e para oferecer lazer aos faraós, eram criados, músicos, cantores, dançarinos e copeiros, oferecendo muitas facilidades. 

Para preencher o tempo os faraós, também chamados de ‘deuses vivos’, caçavam, pescavam com grande freqüência e praticavam vários jogos como forma de tornar seus dias mais agradáveis.

sábado, 4 de dezembro de 2010

A Prostituição na Antiguidade

                                        O lugar da prostituição no mundo antigo ainda é alvo de discórdia entre historiadores.
A questão sexual é tema que intriga vários historiadores ao longo do tempo. Afinal de contas, o exame sério e detalhado desse tema tem o grande poder de reavaliar o lugar que as práticas sexuais possuem no mundo contemporâneo e estabelecer a construção de outras lógicas de sentido para uma ação que não tem nada de universal. Além disso, a observância de relatos sobre a prática sexual também abre espaço para a compreensão de outras questões políticas, sociais e econômicas que extrapolam a busca pelo prazer.
Com respeito à prostituição, vemos que diversos autores relataram o oferecimento do sexo em troca de alguma compensação. Na Grécia Antiga, por exemplo, observamos uma hierarquia entre prostitutas que poderiam não passar de meras escravas, mas que também detinham dotes artísticos ou circulavam livremente entre a elite. Já entre os romanos, a atividade era reconhecida, regulamentada, e as chamadas “lobas” chegavam até mesmo a pagar imposto em cima de seus ganhos.
Quando atingimos o mesmo tema na Antiguidade Oriental, é comum ouvirmos falar sobre a prática da prostituição com fins rituais. O geógrafo grego Strabo, por exemplo, relatou que os assírios ofereciam suas filhas ainda muito jovens para praticarem a prostituição ritual com aproximadamente 12 anos de idade. Heródoto, considerado o pai da História, descreveu de forma repugnante a prostituição babilônica realizada no interior do templo da deusa Ishtar.
Não se restringindo ao mundo acadêmico, vemos que essa noção do ato sexual com fins religiosos ainda tem o seu imaginário explorado. No fim da obra “O código da Vinci” temos uma cena em que a prática sexual é resignificada de modo a se afastar dos tabus e valores que assentaram o sexo na cultura ocidental. Entre relatos e representações, observamos que alguns historiadores vêm questionando fortemente essas narrativas que vinculam o sexo e a prostituição na antiguidade com algum ato sagrado.
Para essa corrente revisionista, a descrição do ato sexual entre algumas civilizações antigas partiu de cronistas e observadores interessados em detrair a cultura estrangeira sob o ponto de vista moral. Além disso, eles buscam e citam, entre os vários povos do Crescente Fértil, a presença da prostituição como meio de sobrevivência e a sua oferta pelas ruas dos centros urbanos. Observamos assim uma tendência que busca o fim da mitificação e da mistificação da prostituição entre os antigos.
Entre essa disputa, observamos que a sacralização do sexo na Antiguidade tende a produzir um modo de interpretação que não questiona devidamente alguns documentos trabalhados nessa época. Por outro lado, advoga em favor de uma reconstrução do passado em que o tom exótico dado à prática sexual cede lugar a outras narrativas em que a prostituição teria significados mais próximos aos que reconhecemos no mudo contemporâneo.
Por Rainer Sousa

A Doação de Constantino

                suposta “Doação de Constantino” (imagem) foi revisada pelo estudo de Lorenzo Valla, no século XV.
   No processo de formação da Igreja Católica, observamos que o fortalecimento dessa instituição enfrentou situações que ameaçavam a sua unidade. Uma delas ocorreu no ano de 476, quando a queda do último imperador romano do Ocidente estabeleceu o triunfo das invasões bárbaras na Europa. Mais que um simples evento de ordem política e militar, esse acontecimento poderia significar o enfraquecimento do cristianismo frente às religiões pagãs que tomavam corpo.
   Foi então que os clérigos da alta cúpula cristã apresentaram a chamada Doação de Constantino, um documento de 337 onde o imperador romano de mesmo nome teria reservado todo o Império Romano do Ocidente para a Igreja. Apesar de não ter assumido os reinos europeus diretamente, esse mesmo documento teve grande força política para expressar a influência dos chefes cristãos frente os reinos que se organizavam naquele tempo.
   É assim que vemos, entre outros argumentos, de que modo a Igreja acumulou seu poder de interferência em questões políticas da Europa. Contudo, o peso desse documento acabou sendo desmascarado no século XV, quando o estudioso Lorenzo Valla apresentou uma série de documentos que comprovaria a falsidade do tempo em que o documento da doação teria sido feita.
   Naquela época era impossível se valer de algum recurso tecnológico que pudesse calcular exatamente a datação do documento. Foi então que Lorenzo examinou o conteúdo do texto, observando os erros linguísticos existentes e as expressões empregadas em sua construção. Por meio de seus estudos, detectou a presença de helenismos e barbarismo que não correspondiam ao uso da língua latina naqueles tempos do império de Constantino.
   
   Além dessas questões formais, o estudioso percebeu que a natureza do documento, elaborado com um único testemunho, não correspondia ao hábito da época. Ao mesmo tempo, ele apontou como incongruente o uso do termo “sátrapa” (expressão de natureza oriental) para fazer referência aos membros do Senado Romano e a menção de Constantinopla como uma cidade cristã em um tempo em que a mesma, assim como outras regiões dadas como de dominação romana, estava longe de assumir tal posição.


   O trabalho de Valla, ao longo do tempo, não significou apenas uma tentativa de se desestabilizar a autoridade do clero. Para os historiadores, sua forma de questionar o documento exigiu a reunião de informações que envolviam as transformações da língua ao longo dos tempos e a necessidade de se estabelecer uma relação de identidade entre o documento e a época em que ele teria sido produzido. Desse modo, a invalidação da Doação de Constantino serviu de grande contributo no estudo do passado.
Por Rainer Sousa

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Idade Antiga

   Quando adentramos o estudo da Antiguidade ou Idade Antiga, é bastante comum ouvir dizer que esse período histórico é marcado pelo surgimento das primeiras civilizações. Geralmente, ao adotarmos a expressão “civilização” promove-se uma terrível confusão que coloca os povos dessa época em uma condição superior se comparados às outras culturas do mesmo período.
   Na verdade, a existência de uma civilização não tem nada a ver com essa equivocada ideia de que exista um povo “melhor” ou “mais evoluído” que os demais. O surgimento das primeiras civilizações simplesmente demarca a existência de uma série de características específicas. Em geral, uma civilização se forma quando apontamos a existência de instituições políticas complexas, uma hierarquia social diversificada e de outros sistemas e convenções que se aplicam largamente a uma população.
   Ao contrário do que se possa imaginar, não podemos apontar uma localidade específica onde encontremos a formação das primeiras civilizações da história. O processo de fixação e desenvolvimento das relações sociais aconteceu simultaneamente em várias regiões e foi marcado pelo contato entre civilizações, bem como a incorporação de duas ou mais culturas na formação de outra civilização.
   Reportando-se ao Mundo Oriental, podemos assinalar o desenvolvimento das milenares civilizações chinesa e indiana. Partindo mais a oeste, localizamos a formação da civilização egípcia e dos vários povos que dominaram a região Mesopotâmica, localizada nas proximidades dos rios Tigre e Eufrates. Também conhecidas como civilizações hidráulicas, essas culturas agruparam largas populações que sobreviviam da exploração das águas e terras férteis presentes na beira dos rios.
   Na parte ocidental do planeta, costuma-se dar amplo destaque ao surgimento da civilização greco-romana. O prestígio dado a gregos e romanos justifica-se pela forte e visível influência que estes povos tiveram na formação dos vários conceitos, instituições e costumes que permeiam o Ocidente como um todo. Contudo, não podemos também deixar de dar o devido destaque aos maias, astecas, incas e olmecas que surgem no continente americano.
   Sem dúvida, o estudo das civilizações antigas se mostra importante para que possamos entender melhor sobre as várias feições que a nossa cultura assume atualmente. Contudo, sob outro ponto de vista, o estudo da Antiguidade também abre caminho para que possamos contrapor os valores e parâmetros que um dia foram comuns a alguns homens e hoje se mostram tão distantes do que vivemos. É praticamente infinito o leque de saberes que se aplica a esse período histórico.
Por Rainer Sousa

sábado, 13 de novembro de 2010

COORDENAÇÃO DO CURSO DE HISTÓRIA E DIRETÓRIO ACADÊMICO DE HISTÓRIA

PROMOVEM A SEMANA DE HISTÓRIA 2010 FUNESO

Cronograma:
TERÇA- FEIRA 16 DE NOVEMBRO

9h: abertura Solene
10h Palestra: Prof. Hernani Souto (Mestrinho) e Profa. Glória Dias Tema: Brasil: Trezentos anos de lutas e conquistas socioculturais.
14h Comunicações (Alunos)
16h Amostra de cinema Pernambucano: Prof. Sófocles Medeiros
18h Atividade Cultural: Boi de Abril
19h Palestra: Prof. Jeová Rodrigues Tema: Ideias e ideais de Joaquim Nabuco

QUARTA – FEIRA 17 DE NOVEMBRO

9h Palestra: prof. Francisco Mesquita Tema: Ligações entre a História e a Literatura
11h30 Atividade Cultural
14h Mini cursos e oficinas
17h Atividade Cultrural: Banda de Arthur
19h Palestra: Prof. Edson Eli Tema:

QUINTA- FEIRA 18 DE NOVEMBRO

9h Palestra: prof. Michel Zaidam
11h30 Atividade Cultural
14h Mini cursos e oficinas
19h Palestra: Prof. Jobiergio Carvalho

SEXTA – FEIRA 19 DE NOVEMBRO

9h Palestra: Prof. Alexandre Figuerôa Tema:
11h Atividade Cultural
14h Cine Debate (João Candido)
16h30 Atividade Cultural
18h30 Palestra: Jorge Arruda
20h30 Festa de Encerramento

Dia de Cão

Dia do cão- Cachorro de rua dorme em frente a uma linha de policiais de prontidão contra manifestantes, em Atenas.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Tiririca passa no teste de leitura, e pode assumir como deputado federal

Depois de muita polêmica, a confirmação: Tiririca sabe ler e escrever, e, por isso, pode assumir seu cargo de deputado federal eleito por São Paulo com mais de um milhão de votos.
Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o Tiririca, teve êxito no teste de leitura e escrita feito nesta quinta-feira pela Justiça Eleitoral. Walter de Almeira Guilherme, presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), contou que Tiririca fez um ditado tirado de um livro editado pelo tribunal: "Justiça Eleitoral, uma retrospectiva". A frase ditada foi extraída aleatoriamente de um livro da Justiça Eleitoral. "A promulgação do código eleitoral em fevereiro de 1932 trazendo como grandes novidades a criação da Justiça Eleitoral."
Ainda de acordo com o presidente do TRE-SP, Tiririca teve de ler uma notícia de jornal e fazer uma interpretação do que leu e escreveu. As manchetes foram "Procon manda fechar lojas que vendem produtos vencidos" e "O tributo final a Senna".
O presidente do TRE-SP ressaltou, porém, que a decisão sobre a diplomação de Tiririca caberá ao juiz Aloízio Silveira, da primeira zona eleitoral.
A polêmica começou depois de uma reportagem da revista Época, poucas semanas antes da eleição, apontando que Tiririca era analfabeto, de acordo com pessoas que trabalhavam e conviviam com ele. No ato do registro da candidatura, Tiririca, assim como todos os candidatos, entregou um documento atestando que tinha o primeiro grau incompleto, mas que sabia ler e escrever. O documento foi submetido à perícia, que apontou irregularidades na caligrafia - uma pessoa poderia ter escrito por Tiririca. O palhaço se recusou a fazer a perícia do documento, o que foi aceito pelo TRE-SP, já que ninguém é obrigado a produzir uma prova contra si mesmo.
E assim o deputado federal Tiririca será diplomado.

Iara

      A Iara é uma lenda do folclore brasileiro. Ela é uma linda sereia que vive no rio Amazonas, sua pele é morena, possui cabelos longos, negros e olhos castanhos.

      A Iara costuma tomar banho nos rios e cantar uma melodia irresistível, desta forma os homens que a vêem não conseguem resistir aos seus desejos e pulam dentro do rio. Ela tem o poder de cegar quem a admira e levar para o fundo do rio qualquer homem que ela desejar se casar.

      Os índios acreditam tanto no poder da Iara que evitam passar perto dos lagos ao entardecer. Segundo a lenda, Iara era uma índia guerreira, a melhor da tribo e recebia muitos elogios do seu pai que era pajé.

      Os irmãos de Iara tinham muita inveja, resolveram matá-la à noite enquanto dormia. Iara que possuía um ouvido bastante aguçado, os escutou e os matou.

      Com medo da reação de seu pai, Iara fugiu. Seu pai, o pajé da tribo, realizou uma busca implacável e conseguiu encontrá-la, como punição pelas mortes a jogou no encontro dos Rios Negro e Solimões, alguns peixes levaram a moça até a superfície e a transformaram em uma linda sereia.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

COORDENAÇÃO DO CURSO DE HISTÓRIA E DIRETÓRIO ACADÊMICO DE HISTÓRIA

PROMOVEM A SEMANA DE HISTÓRIA 2010 FUNESO

Cronograma:
TERÇA- FEIRA 16 DE NOVEMBRO

9h: abertura Solene
10h Palestra: Prof. Hernani Souto (Mestrinho) e Profa. Glória Dias Tema: Brasil: Trezentos anos de lutas e conquistas socioculturais.
14h Comunicações (Alunos)
16h Amostra de cinema Pernambucano: Prof. Sófocles Medeiros
18h Atividade Cultural: Boi de Abril
19h Palestra: Prof. Jeová Rodrigues Tema: Ideias e ideais de Joaquim Nabuco

QUARTA – FEIRA 17 DE NOVEMBRO

9h Palestra: prof. Francisco Mesquita Tema: Ligações entre a História e a Literatura
11h30 Atividade Cultural
14h Mini cursos e oficinas
17h Atividade Cultrural: Banda de Arthur
19h Palestra: Prof. Edson Eli Tema:

QUINTA- FEIRA 18 DE NOVEMBRO

9h Palestra: prof. Michel Zaidam
11h30 Atividade Cultural
14h Mini cursos e oficinas
19h Palestra: Prof. Jobiergio Carvalho

SEXTA – FEIRA 19 DE NOVEMBRO

9h Palestra: Prof. Alexandre Figuerôa Tema:
11h Atividade Cultural
14h Cine Debate (João Candido)
16h30 Atividade Cultural
18h30 Palestra: Jorge Arruda
20h30 Festa de Encerramento