Sejam Bem Vindos

Estou aqui na tentativa de criar um blog relacionado a pesquisas e temáticas que abordem toda a produção histórica.
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[...] nada do que já tenha ocorrido se perdeu para a história.WALTER BENJAMIN, Sobre o Conceito de História (1940)

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Recife


      O recife guarda muitas histórias do seu passado colonial. seguir a rota Judaica é lembrar a época em que pernambuco esteve governado pelos holandeses(1630 a 1654)

Rua do Bom Jesus (Bairro do Recife)
      No tempo da ocupação holandesa era chamada rua dos judeus. Nela Viviam e comerciavam os principais judeus da cidade. também ali ficava a Sinagoga Kahal Zur Israel, a primeira das Américas, hoje Centro Cultural Judaico de Pernambuco.

Casa de Duarte Saraiva
      Antes da construção da Sinagoga Kahal Zur israel (1641), na casa de Duarte Saraiva, rico comerciante e líder comunitário, eram realizados os cultos religiosos judaicos. o imóvel mantém sua fachada original do século XVII (até o primeiro pavimento). Rua do Bom Jesus, 143.

Sinagoga Kahal Zur Israel
      como primeira sinagoga das Américas, é um marco de história judaica e do Brasil Holandês. O predio, após escavação arqueológica, foi restaurado e aberto ao público em 2001, com o nome de Centro Cultural Judaico de Pernambuco - CCJPE. as principais descorbertas foram preservadas para exibição: o piso original da época, objetos do século XVII, e, como princaipal achado. o Mikvê, que ´um tanque de purificação importante para alguns rituaisjudaicos. O CCJPE tem sala de exposição de videos e núcleos de exposições sobre a cultura judaica em pernambuco. No segundo piso fuciona o Arquivo Histórico Judaico de Pernambuco, responsável pela musealização do ambiente e pelo centro de pesquisas sobre o tema.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Aviso!!!

Estou um pouco ausente por conta das ferias, mas logo estarei de volta com força total cheio de novidades para vocês amantes de História. Espero a compreensão de todos obrigado e colabore conosco mandando sua idéia, fui.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Historiadores contra a queima de arquivos

Matéria publicada em 22 de julho de 2010
Historiadores contra a queima de arquivos
Pesquisadores e arquivistas se mobilizam contra projeto de lei do Senado que prevê destruição de documentos guardados há mais de 5 anos


Os profissionais ligados à preservação da história do país estão se mobilizando contra o Projeto de Lei n.º 166, que tramita no Senado Federal. O motivo do descontentamento é o artigo n.º 967, que propõe a destruição de autos judiciais arquivados há mais de cinco anos. Se aprovada, a nova lei reativaria um mecanismo promulgado pelo governo do general Emílio Garrastazu Médici, durante o período da ditadura militar.


O Projeto de Lei prevê a preservação dos documentos judiciais somente em duas situações: se a guarda dos mesmos for reclamada por alguém ou se a autoridade jurídica decidir que determinado processo tem valor histórico. Os historiadores e arquivistas argumentam que todo e qualquer documento pode servir de fonte histórica, e que não cabe ao judiciário julgar o “valor” dos autos penais.


A Associação Nacional de História (ANPUH) enviou essa semana uma carta ao presidente da casa e autor do projeto, o senador José Sarney, pedindo a reformulação do texto. Para a entidade, os documentos devem ser preservados em arquivos públicos em seus suportes originais; além disso, a entidade propõe que a decisão de destruição de qualquer documento por motivo, por exemplo, de falta de espaço, deve ser tomada por uma comissão de profissionais reconhecidos pelo Conselho Nacional de Arquivos (Conarq).

A luta contra a proposta de lei não se restringe aos profissionais da área: no site da ANPUH (www.anpuh.org) é possível acessar um abaixo assinado pela revogação do artigo 967 do projeto. Também está disponível na página eletrônica a íntegra da mensagem enviada ao senador José Sarney, além da sugestão de ementa elaborada pela associação. Até o momento, a ANPUH não recebeu nenhuma resposta do Senado Federal.

Fonte:
 http://www2.uol.com.br/historiaviva/noticias/historiadores_combatem_queima_de_arquivos.htm

Movimento Zapatista

O movimento zapatista é uma manifestação do EZLN (Exército Zapatista da Libertação Nacional) em forma de guerrilha formada por camponeses e grupos indígenas que reivindicam a participação do México junto ao Nafta. Iniciou publicamente a ativamente em 01 de janeiro de 1994 quando o território de Chiapas, sede do movimento e região predominantemente agrária, passou a ser debatido no mercado internacional. Chiapas é um território habitado por camponeses e indígenas que buscam viver de forma própria como foram ensinados pelos seus ancestrais.

Em fevereiro de 1996, o governo federal se comprometeu em garantir os direitos indígenas de todo o território mexicano, mas não cumpriram o acordo fazendo com que os zapatistas se fortalecessem militarmente a fim de defender seu território. Apesar de não serem violentos e não buscarem guerra, os zapatistas tiveram necessidade de se manterem preparados.

O principal objetivo do movimento zapatista é de continuarem sendo cidadãos mexicanos, mas que se orgulham do passado indígena do país e buscam desenvolver e divulgar a cultura, os costumes e os direitos dos seus antepassados.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Dica de Filme: 1900

Epopéia que narra o processo de conscientização de camponeses italianos submetido aos grandes senhores, durante a primeira metade do século XX. Saga feita com a habitual competência de Bertolucci, idealiza os oprimidos, sataniza os ricos, mas é grande cinema e excelente referência histórica.

Dica de Filme: Uma cidade sem passado

filme eletrizante mostra pesquisa histórica imbricada com o cotidiano dos habitantes de uma pequena cidade alemã depois da Segunda Guerra Mundial. Diferenças entre História e memória, subterfúgios para esconder documentos e criar uma História oficial, tudo se cruza nesse filme alemão extraordinário.

Na Alemanha da década de 70, a jovem Sonja, uma estudante querida em ua comunidade, premiada como ensaísta, reolve se inscrever num concurso de monografias sobre o tema "Minha Cidade Durante o Terceiro Reich". Usando das relações e do prestígio de seus parentes, Sonja pensa que será fácil obter informaçõe nos arquivos de ua cidade, mas nem todos querem colaborar. Ninguém quer remexer o passado, se envolver. E a jovem tem que enfrentar a sociedade, numa desagradável busca, num momento inoportuno. Ela insiste, mas a cidade quer silenciá-la. Sonja reolve atingir seu objetivo, nem que para tanto leve toda sua vida para ter acesso aos arquivos, às verdades dos que viveram ob o regime nazista. Um filme sarcástico baseado em uma história real.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

A origem das micaretas

A semana do carnaval movimenta milhares de pessoas no Brasil, todas em torno de nossa mais expressiva festa popular. Como a grande maioria sabe, esse festejo veio da Europa e começou inicialmente a ser comemorado nos requintados salões de festa do Rio de Janeiro do século XIX. Com passar do tempo, a comemoração foi para as ruas e hoje é celebrada em diferentes partes do território. O “gosto pelo carnaval” chegou a tal ponto que, segundo alguns dizem, o brasileiro inventou o “carnaval fora de época”.

No entanto, mesmo sendo tão apreciada, as famosas micaretas estão longe de serem uma invenção do nosso povo. O termo micareta vem da expressão francesa “mi-carême”, que significa “meio da Quaresma”. Como o próprio nome diz, os primeiros carnavais fora de época da nossa história aconteceram na França do século XV, bem no meio da Quaresma, tempo estipulado pelo calendário católico-cristão para as pessoas se absterem dos prazeres terrenos.

No Brasil, algumas pesquisas trazem indícios de que a nossa primeira micareta teria acontecido há um século, na cidade de Jacobina, interior da Bahia. Naturalmente, essa primeira manifestação não contou com toda a parafernália que hoje marcam as micaretas espalhadas por todo o país. Na década de 1950, os baianos inventaram o primeiro trio-elétrico, espécie de carro alegórico que conduzia uma banda durante os festejos do carnaval.

Durante várias décadas o uso do trio-elétrico e o carnaval fora de época ficaram restritos às festas acontecidas na Bahia. Somente em 1989, os foliões de Campina Grande, na Paraíba, tiveram a idéia de organizar a Micarande, a primeira micareta organizada fora dos domínios baianos. A partir de então, esse movimento expandiu e passou a formar uma rentável atração turística que movimenta grandes quantidades de dinheiro pelo país afora.

Hoje em dia, para participar desse evento, as pessoas desembolsam uma razoável quantia para adquirir o famoso “abadá”. Essa vestimenta, que permite o ingresso do folião, tem origem na cultura africana. Nos cultos religiosos afro-brasileiros, o abadá designava uma túnica apropriada para a celebração de determinados rituais. Tempos mais tarde, foi reutilizada para nomear a roupa dos capoeiristas. No ano de 1993, a Banda Eva popularizou o termo quando apelidou a roupa do seu bloco com o mesmo nome.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Dica de Livro: A proletarização do professor Neoliberalismo na Educação

Autores: Áurea costa, edgard neto e gilberto souza

“ Desde as primeiras escolas brasileiras, organizadas pela companhia de Jesus durante o período colonial, passando pela reforma pombalina, o inicio da universalização da educação na década de 30 – marcada pela fundação da USP -, os acordos MEC USAID nos anos de chumbo, até nossos dias com a submissão à lógica neoliberal, a educação sempre esteve vinculada às necessidades das classes dominantes.

Hoje pode-se sempre constatar uma falência da escola pública, onde sequer o letramento e operações matemáticas básicas são aprendidos pelos estudantes. Essa situação transforma jornalistas em especialistas educacionais, e dezenas de ONGs, bancos e fóruns educacionais são criados, sempre demonstrando a incompetência da gestão escolar pública e baixa formação do docente, responsabilizando os professores por esta crise educacional e apontando soluções privatizantes.

O livro apresenta três ensaios que nos permitem compreender a política neoliberal aplicada à educação e as conseqüências das sucessivas reformas educacionais, e desnudam as péssimas condições de trabalho dos professores. Por fim, apresentam uma alternativa sob a ótica dos trabalhadores.

O grande mérito destes ensaios é fornecer uma visão marxista sobre a educação: devem ser compreendidos como uma arma na luta por uma educação pública, gratuita e de qualidade para todos e em todos os níveis. Em meio à hipocrisia das classes dominantes no tocante à educação, esta obra é de leitura obrigatória a todos que acreditam ser necessário na luta pelo socialismo.”

“Este é um livro fundamental para todos aqueles que defendem o direito universal a educação e para os professores e militantes dos movimentos sociais que defendem a escola publica contra as investidas privatizantes dos vários governos que servem ao capital.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Dica de Filme: Spartacus

(tem que ser o original, de 1960, com Kirk Douglas protagonizando e direção de Stanley Kubrick): idealização dos escravos romanos, a partir do livro homônimo de Howard Fast. Mesmo assim, raro exemplar de desconstrução da estrutura de poder de Roma e de percepção dos limites da luta política por parte dos escravos.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Civilização Japonesa Parte 8 de 8

O fast food japonês
Em um dia atribulado, a falta de tempo para uma refeição completa costuma ser substituída por algum tipo de alimento que reponha as nossas energias. Sem nenhum tipo de distinção sócio-econômica, o fast food já serviu como paliativo para vários tipos de pessoas. Para muitos, essa prática sinaliza um traço particular dos nossos tempos, onde o tempo para se alimentar ganhou outra significação. Mas afinal, de onde surgiu essa idéia de se comer um fast food?

Logicamente, essa forma improvisada de saciar a fome aconteceu em momentos diversos de nossa história. Geralmente, as pessoas acreditam que esse tipo de comida é uma invenção da indústria alimentar norte-americana, hoje tão conhecida pelas cadeias de lojas multinacionais que são facilmente localizadas nos grandes centros urbanos de qualquer país. No entanto, o “milagre” atribuído aos filhos da terra do Tio Sam parece ter outro candidato à sua autoria.

Nas primeiras décadas do século XIX, a cidade de Tóquio, então conhecida como Edo, tinha suas vias apinhadas de gente bastante ocupada. Com o passar dos tempos, aproveitando aquele filão em potencial que tomava corpo, diversas barraquinhas se espalharam pelas ruas daquela cidade oferecendo pratos saborosos de fácil preparo e baixo custo. Entre os japoneses, esse tipo de instalação gastronômica ficou conhecido como “yatai”.

Segundo alguns pesquisadores, foi no corre-corre de uma dessas yatai que o engenhoso cozinheiro Hanaya Yohei teve a brilhante idéia de reinventar as técnicas de preparação de um antigo prato da culinária japonesa. Nesse primeiro prato, um tipo de “sushi ancestral”, utilizava o arroz como uma espécie de conservante para o peixe cru. Anos depois, o arroz passou a ser consumido junto com o peixe, dando origem ao namanarizushi.

A grande idéia atribuída à Hanaya foi a de temperar o arroz com vinagre e servi-lo enrolado com outros tipos de recheio, como legumes cozidos ou peixe cru. Para dar um toque final, toda a mistura era enrolada com um uma folha comestível feita à base de algas chamada de nori e servida com uma pitada de pasta de wasabi (um tipo de raiz) e gengibre. Dessa maneira, o popular sushi teria sido inventado e, com a imigração nipônica, espalhado para os quatro cantos do mundo.

Civilização Japonesa Parte 7 de 8

Língua Japonesa

Língua aglutinante falada por mais de 120 milhões de pessoas que vivem no Japão, 200 mil no Havaí, 200 mil nos Estados Unidos e quase 400 mil no Brasil.

Não há relação entre o japonês e outras línguas. Só existem semelhanças no léxico com as línguas do leste da Ásia, como as tibetano-birmanas e as austro-asiáticas.

Do século VIII em diante, apenas os caracteres da língua chinesa passaram a ser utilizados como sinais fonéticos — cada signo representava uma sílaba. Um século depois, esses caracteres foram abreviados e deram lugar à aparição de dois silabários japoneses ou kana ("sinal que representa uma sílaba"): o katakana e o hiragana. Depois da II Guerra Mundial, o número de caracteres caiu para 1.850, subindo em seguida para 2.000, num significativo processo de simplificação da língua escrita.

Civilização Japonesa Parte 6 de 8

Caratê - História do Caratê

Do japonês, "mão vazia", arte marcial de autodefesa de origem japonesa na qual, a partir de posições de equilíbrio, se dirigem socos ou chutes ao adversário, acompanhados de respiração controlada e gritos especiais. Mais do que um método de combate, o caratê enfatiza a autodisciplina, a atitude positiva e os propósitos de elevada moral. É ensinado profissionalmente, em diferentes níveis e com diversos nomes asiáticos, como habilitação para a autodefesa, esporte competitivo ou como exercício de estilo livre.
Estes alunos, vestidos com a indumentária tradicional gi, praticam o caratê não só como método de defesa pessoal, mas também como forma de exercício, esporte de competição e disciplina mental.