Sejam Bem Vindos

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[...] nada do que já tenha ocorrido se perdeu para a história.WALTER BENJAMIN, Sobre o Conceito de História (1940)

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Versos Militantes


Por Thiago Oliveira Acesse: http://batedeiraindustrial.blogspot.com/
I
Nas ruas, as sirenes iluminam uma noite sem lua.
Nas celas, cedem as moças, pois os brutos usam a força.
Nas casas, pessoas se escondem com medo das casacas.
Nos quartéis, quem diria? A disciplina dá lugar à euforia.

II
A liberdade foi obrigada a exilar-se bem longe daqui.
Só há espaço para o futebol e a novela nos distrair.
No jornal as reportagens são receitas de bolo.
E o som de um velho violão nos serve de consolo.

III
Cem mil estão na praça, caminhando sem destino.
Hoje é um terrorista, ontem só era um menino.
A banda segue tocando uma música sem graça.
E a cultura é camuflada pra evitar as ameaças.

IV
Quem tem ouvidos ouça, não se deixe enganar.
Pois se engana aquele que pensa nos calar.
Pois se a boca não fala arranjar-se-á outro meio.
Podemos não vencer o tanque, mas o enfrentaremos sem receio.

O Discurso da Discórdia

No dia 1º de Abril de 1964 os Jornais noticiavam que os militares estavam no poder. Não era uma mentira, não era engraçado, e durou 21 anos. Por isso, nesse mês, cinco postagens serão relacionadas a essa tenebrosa parte de nossa historiografia. Talvez o ápice do totalitarismo tenha sido o A-I 5, o ato institucional baixado em Dezembro de 1968, durante o governo de Costa e Silva. A partir daí a Ditadura mostra sua cara abertamente. O congresso é fechado, mandatos caçados, suspensão do habeas corpus, intervenções nos estados e municípios, e a censura instituída para conter os “subversivos”.

Pouca gente sabe que o estopim pra os militares decretarem o AI-5 foi o discurso do deputado Márcio Moreira Alves, proferido no dia 2 de Setembro na Câmara dos Deputados,  tido como uma provocação. A cúpula militar solicita a cassação de seu mandato, mas vê o seu pedido recusado. O Batedeira tem a honra de exibir na integra esse discurso histórico. Provocativo sim, e com uma conotação sexual para escandalizar os moralistas da época. Apreciem a leitura:

"Senhor presidente, senhores deputados,

Todos reconhecem ou dizem reconhecer que a maioria das forças armadas não compactua com a cúpula militarista que perpetra violências e mantém este país sob regime de opressão. Creio ter chegado, após os acontecimentos de Brasília, o grande momento da união pela democracia. Este é também o momento do boicote. As mães brasileiras já se manifestaram. Todas as classes sociais clamam por este repúdio à polícia. No entanto, isto não basta.

É preciso que se estabeleça, sobretudo por parte das mulheres, como já começou a se estabelecer nesta Casa, por parte das mulheres parlamentares da Arena, o boicote ao militarismo. Vem aí o 7 de setembro.

As cúpulas militaristas procuram explorar o sentimento profundo de patriotismo do povo e pedirão aos colégios que desfilem junto com os algozes dos estudantes. Seria necessário que cada pai, cada mãe, se compenetrasse de que a presença dos seus filhos nesse desfile é o auxílio aos carrascos que os espancam e os metralham nas ruas. Portanto, que cada um boicote esse desfile.

Esse boicote pode passar também, sempre falando de mulheres, às moças. Aquelas que dançam com cadetes e namoram jovens oficiais. Seria preciso fazer hoje, no Brasil, que as mulheres de 1968 repetissem as paulistas da Guerra dos Emboabas e recusassem a entrada à porta de sua casa àqueles que vilipendiam-nas.

Recusassem aceitar aqueles que silenciam e, portanto, se acumpliciam. Discordar em silêncio pouco adianta. Necessário se torna agir contra os que abusam das forças armadas, falando e agindo em seu nome. Creia-me senhor presidente, que é possível resolver esta farsa, esta democratura, este falso impedimento pelo boicote. Enquanto não se pronunciarem os silenciosos, todo e qualquer contato entre os civis e militares deve cessar, porque só assim conseguiremos fazer com que este país volte à democracia.

Só assim conseguiremos fazer com que os silenciosos que não compactuam com os desmandos de seus chefes, sigam o magnífico exemplo dos 14 oficiais de Crateús que tiveram a coragem e a hombridade de, publicamente, se manifestarem contra um ato ilegal e arbitrário dos seus superiores."

terça-feira, 19 de abril de 2011

A Palavra Filosofia

A palavra filosofia é de origem grega. É composta por duas outras: philo e sophia. Philo deriva-se de philia, que significa amizade, amor fraterno, respeito entre os iguais. Sophia quer dizer sabedoria e dela vem à palavra sophos, sábio. 

Filosofia significa, portanto, amizade pela sabedoria, amor e respeito pelo saber. Filósofo: o que ama a sabedoria, tem amizade pelo saber, deseja saber. Assim a filosofia indica um estado de espírito da pessoa que ama, isto é, daquela que deseja o conhecimento, o estima, o procura e o respeita. 

Pitágoras de Samos teria afirmado que a sabedoria plena e completa pertence aos deuses, mas que os homens podem desejá-la ou amá-la, tornando-se filósofos. “Quem quiser ser filósofo necessitara infantilizar-se, transformar-se em menino”. (M. Garcia Morente).

A História do Relógio de sol (Gnomon)

O relógio de sol, o mais antigo objeto usado pelo homem para medir o tempo, funciona observando-se a mudança de posição e comprimento das sombras projetadas pelo Sol nos diferentes períodos do dia. 

Localizados no Egito, os primeiros relógios, que datam de aproximadamente 3500 a.C., eram compostos apenas por um pilar, chamado gnomon, e podiam mostrar as duas metades do dia .

Mais tarde, escalas de medidas foram adicionadas em volta da coluna para que os dias pudessem ser divididos em períodos mais curtos. 

A primeira evidência de divisão do tempo em partes iguais data de 1500 a.C.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Salve as Crianças!!!

Essa charge fala um pouco da realidade de muitos pais, que no lugar de brincar com os filhos procuram colocar os filhos na frente da tv com um video-game e esquece que brincadeira boa é a da "rua" (bola, brincadeiras de roda, pega pega, pega congelo, etc.)

domingo, 17 de abril de 2011

A História do Papel

Os egípcios inventaram o papiro, no início da era cristã, trançando fatias finíssimas de uma planta com o mesmo nome, retiradas das margens do rio Nilo.

No século II, o papiro fazia tanto sucesso entre os gregos e os romanos, que os mandatários do Egipto decidiram proibir a sua exportação, temendo a escassez do produto. Isso disparou a corrida atrás de outros materiais.

Na cidade de Pérgamo, na Antiga Grécia (hoje, Turquia), foi usado o pergaminho, obtido da parte interna da pele do carneiro. Grosso e resistente, ele era ideal para os pontiagudos instrumentos de escrita dos ocidentais que cavavam sulcos na superfície do suporte, os quais eram, depois, pacientemente preenchidos com tinta.

O pergaminho, entretanto, não era liso e macio o suficiente para resolver o problema dos chineses, que praticavam a caligrafia com o delicado pincel de pêlo, inventado por eles ainda no ano 250 a.C. - só lhes restava, assim, a solução muito menos econômica de escrever em tecidos como a seda.

E o tecido, naqueles tempos antigos, podia sair tão caro como uma pedra preciosa. Provavelmente, o papel já existia na China desde o século II a.C., como indicam os restos num túmulo, na província de Shensi.

Mas o facto é que somente no ano 105, o oficial da corte T'sai Lun anunciou ao imperador a sua invenção. Tratava-se, afinal, de um material muito mais barato do que a seda, preparado sobre uma tela de pano esticada por uma armação de bambu. Nessa superfície, vertia-se uma mistura aquosa de fibras maceradas de redes de pescar e cascas de árvores. No ano 750, dois artesãos da China foram aprisionados pelos árabes, na antiga cidade de Samarkanda, aos pés das montanhas do Turquistão.

A liberdade só lhes seria devolvida com uma condição - se eles ensinassem a fabricar o papel, que assim iniciou a sua viagem pelo mundo. No século X, foram construídos moinhos papeleiros em Córdoba, Espanha.

Os italianos da cidade de Fabriano começaram a fabricar papel, em 1268, à base de fibras de algodão e de linho, além de cola - substância que, ao envolver as fibras, tornava-as mais resistentes às penas metálicas com que escreviam os europeus. Quanto ao preço, no entanto, papel e pergaminho empatavam, pois era muito difícil conseguir roupas velhas para extrair a celulose.

Quando, na Renascimento, o advento da imprensa fez o consumo de papel aumentar terrivelmente, os ingleses chegaram a determinar que as pessoas só poderiam ser enterradas com trajes de lã, a fim de poupar os trapos de algodão, deixados como herança para os papeleiros. Até hoje o papel-moeda, por exemplo, não dispensa esse nobre ingrediente, que por ter fibras longuíssimas faz um produto difícil de rasgar.

O algodão demorou até ser substituído.
Apenas em 1719, o entomologista René de Réaumur (1683-1757) sugeriu trocá-lo pela madeira. Ele observou vespas a construir ninhos com uma pasta feita a partir da mastigação de minúsculos pedaços de troncos

A História do Mouse de Computador

O mouse de computador foi criado por Douglas Engelbart, em 1968, resultado de um projeto que durou cinco anos.

Engelbart, nascido em 30 de janeiro de 1925, no Oregon, EUA, trabalhou no Instituto de Pesquisa de Stanford, onde desenvolveu o "ratinho de mesa".

Sua primeira versão era feita de madeira, movia-se sobre pequenas rodas e tinha apenas um botão.

A popularização do equipamento, tão indispensável hoje, começou bastante tarde, quando em 1982 a Appel lançou o sistema de "apontar e clicar", mesmo ano em que ganhou mais uma tecla.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Frases nos para-choques dos caminhões

Algumas da até pra refletir, como a que se encontra na imagem.


PÁRA-CHOQUES DE CAMINHÃO
01 - Se ferradura desse sorte, burro não puxava carroça.
02 - Deus pôde fazer o mundo em 6 dias porque não tinha ninguém perguntando quando ia ficar pronto.
03 - Mais virgindades já se perderam pela curiosidade do que pelo amor.
04 - Mulher de amigo meu pra mim é que nem violino… viro a cara e meto a vara.
05 - Cada ovo comido é um pinto perdido.
06 - Se andar fosse bom, o carteiro seria imortal.
07 - Mulher feia é igual a ventania, só quebra galho.
08 - Os últimos serão os primeiros e os do meio, sempre serão os do meio.
09 - Filho é igual peido: você só agüenta o seu.
10 - Mulher é que nem lençol: Da cama para tanque, do tanque para a cama.
11 - Quem dá aos pobres, tem que pagar o Motel!
12 - Se barba fosse respeito, bode não tinha chifre.
13 - Se tamanho fosse documento o elefante era dono do circo.
14 - A mulher foi feita da costela…imagine se fosse do filé.
15 - Coloque a bandeira nacional na cara dela e faça pela pátria!!
16 - Adoro as rosas, mas prefiro as trepadeiras…
17 - Se chiar resolvesse, Sal de Frutas não morria afogado.
18 - Todos os cogumelos são comestíveis. Alguns só uma vez.
19 - Quem tem olho gordo, usa colírio diet.
20 - Macho que é macho não engole sapo, come perereca!
21 - Existem três tipos de pessoas: as que sabem contar e as que não sabem.
22 - Aonde vamos parar? Até Papai-Noel anda saindo com veados.
23 - Não faça na vida pública aquilo que você faz na privada.
24 - Nasci careca, pelado e sem dente. O que vier e lucro!
25 - Seja legal com seus filhos. Eles que vão escolher seu asilo.
26 - Rouba dos ricos e dá aos pobres. Além de ladrão é gay.”
27 - A pior das sextas-feiras ainda é melhor do que a melhor das segundas-feiras.
28 - Não há melhor momento do que hoje para deixar para amanha o que você não vai fazer nunca.
29 - Eu sempre me importei com a beleza interior da mulher. Uma vez dentro…beleza!
30 - Sexo grátis, amor a combinar.
31 - Se o amor é cego o negocio é apalpar.
32 - Se sua mulher pedir mais liberdade, compre uma corda mais comprida…
OBS: Cada um tenta criar consciência crítica nos outros como pode. Faça sua parte mesmo que você ache muito pouco.

A História do Microscópio


Os primeiros microscópios simples, limitados à ampliação de uma única lente, foram construídos na metade do século XV e utilizados inicialmente para investigar o mundo dos insectos.


Por causa da dificuldade em produzir vidro puro na época, as lentes dos microscópio distorciam as imagens e contornavam-nas com halos e espectros de cores.


Em 1590, o holandês Hans Janssen e o seu filho, Zacharias, planearam o primeiro microscópio.


Era composto por uma objectiva de lente convexa e uma lente (de luneta) côncava, conforme relatou Galileu Galilei em 1609.


Outro holandês, Anton van Leeuwenhoek (1632-1723), trabalhava numa loja de tecidos e, nas horas vagas, fazia experiências com vidro moído para produzir lentes.


Usava o microscópio para observar os fios e depois passou a examinar a anatomia dos menores animais conhecidos. Ele produziu microscópios tão eficientes que estabeleceu, praticamente sozinho, o ramo da microbiologia.


Aos poucos, ele convenceu uma comunidade científica bastante céptica que uma importante teoria da época, a da geração espontânea (a crença de que organismos vivos podem originar de matéria inanimada), era uma grande palermice.


Larvas não nasciam da carne podre, nem moscas da areia, nem enguias dos bancos lodosos dos lagos; estas criaturas reproduziam-se por ovos colocados pela fêmea e fertilizados pelo macho. Leeuwenhoek também é considerado o primeiro a realizar descrições precisas dos glóbulos vermelhos (para espanto dos fisiologistas da época), das bactérias que habitam a boca e os intestinos dos seres humanos (para horror da população) e da forma e locomoção do espermatozóide humano.

II EREH 2011 - Sergipe Inscrições antecipadas encerradas!!!

INSCRIÇÕES ANTECIPADAS ENCERRADAS

A partir de agora, as inscrições serão feitas presencialmente no dia 20/04 - primeiro dia do encontro - com o valor de R$60,00, sem alimentação.

Att, Comissão de Inscrição e Credenciamento.

Para mais informações acesse: http://iierehnese.blogspot.com

terça-feira, 12 de abril de 2011

Tira da Verdade; Comércio religoso

Se tiver ruim para ler as tiras click nela para aumenta o tamanho. Gostou? acesse o site: http://www.umsabadoqualquer.com/ e tenha mais tiras para se divertir. 

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Fanatismo Religioso Templo dos Povos Jonestown O Inferno do pastor Jim Jones


Talves você, que tem menos de 35 anos de vida, não conheça a história da seita Templo dos Povos, fundada por Jim Jones. Este homem, com cerca de 40 anos, reuniu oprimidos e marginalizados nos EUA (em geral de raça negra) em troca de bens (dinheiro, terrenos, casas…) que ajudaram a consolidar a sua Obra(seita), logo auto-denominada de Igreja, o Templo dos Povos (TEMPLE OF PEOPLES). Rapidamente se formou um séquito de fanáticos e o pastor acabaria por fundar a cidade de Jones – Jonestown – na Guiana, em 1977. Quando começou a ser perseguido pelas autoridades dos EUA, Jim Jones ordenou a ida de todos os fieis para Jonestown, abandonando as sedes da seita nos Estados Unidos.

Já em Jonestown os crentes eram obrigados a admirar os seus discursos (dia e noite) e quaisquer resistências acabavam num espancamento, dito justiceiro. A fidelidade em relação ao Mestre não se discutia e eram freqüentes as denúncias entre familiares como prova de lealdade. Era absolutamente proibido opinar acerca das regras estabelecidas e sequer sugerir o abandono. Jim Jones punia severamente aqueles que tentavam abandonar a seita. Uma vez, num simulacro de suicídio coletivo, Jim Jones quis testar a lealdade incondicional dos seus seguidores. Para isso, pediu a todos os membros da seita para beberem veneno. Todos beberam e só posteriormente se confirmou que a bebida era inofensiva.

Jim Jones durante seus "sermões"

Entretanto, de Jonestown chegavam à América notícias dos desvarios do líder da seita que incluíam orgias sexuais com crianças. O congressista pela Califórnia Leo Ryan, respondendo às solicitações dos eleitores, disponibilizou-se para ir à Guiana. No dia da visita a Jonestown, após verificar o desejo de alguns dissidentes em regressar aos EUA, apercebeu-se que realmente algo de muito grave se passava ali e fez com que Jim os libertasse. Este cedeu, mas quando Leo Ryan e os agora “ex-seguidores” se deslocavam para o avião, foram abatidos a tiro numa emboscada juntamente com dois jornalistas. Jim Jones apercebeu-se que o fim da seita estava por chegar, pois o governo dos EUA iria agir em perante a gravidade da situação.

Na mesma hora o “pastor” reuniu o “rebanho” para o último “sermão”. Falou dos inimigos preferindo a suposta honra da morte à rendição, exigindo que todos ingerissem um refresco de cianeto. E assim morreram, cerca de 913 pessoas. Três seguidores, que já algum tempo tentavam a fuga, conseguiram nesse mesmo dia fugir para a selva. Mais tarde, os sobreviventes contaram que as mães metiam o veneno na boca das crianças enquanto as famílias esperavam serenamente pelo desenlace. Morreram bebês, crianças, mães, pais, avós… Jim Jones suicidou-se com um tiro na cabeça.

Assista a esses dois videos e veja a reportagem na integra.