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[...] nada do que já tenha ocorrido se perdeu para a história.WALTER BENJAMIN, Sobre o Conceito de História (1940)

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Casamento, uma invenção cristã

Em 392, o cristianismo foi proclamado religião oficial. Entre 965 e 1008 eram batizados os reis da Dinamarca, Polônia, Hungria, Rússia, Noruega e Suécia.

Desses dois fatos resultou o formato do casamento, em princípios do ano 1000, com uma face totalmente nova. Durante o Sacro Império Romano Germânico - que sucedeu ao desaparecido Império Romano -, dirigido por Oto III de 998 a 1002, houve uma fabulosa transformação das sociedades urbanas romanas e das sociedades rurais germânicas e eslavas. As uniões entre homens e mulheres eram, então, o resultado complexo de renitências pagãs, de interesses políticos e de uma poderosa evangelização.

"Amor: desejo que tudo tenta monopolizar; caridade: terna unidade; ódio: desprezo pelas vaidades deste mundo." Esse breve exercício escolar, escrito no dorso de um manuscrito do início do século XI, exprime bem o conflito entre as concepções pagã e cristã do casamento. Para os pagãos, fossem eles germânicos, eslavos ou ainda mais recentemente vikings instalados na Normandia desde 911, o amor era visto como subversivo, como destruidor da sociedade. Para os cristãos, como o bispo e escritor Jonas de Orléans, o termo caridade exprimia, com o qualificativo "conjugal", um amor privilegiado e de ternura no interior da célula conjugal. Esse otimismo aparecia em determinados decretos pontificais, por meio de termos como afeto marital (maritalis affectio) ou amor conjugal (dilectio conjugalis). Evidentemente, o ideal cristão era abrir mão dos bens deste mundo desprezando-os, o que constituía um convite ao celibato convencional.

A Europa pagã, mal batizada no ano 1000, apresentava portanto uma concepção do casamento totalmente contrária à dos cristãos. O exemplo da Normandia é ainda mais revelador, por ser muito semelhante ao da Suécia ou da Boêmia. Os vikings praticavam um casamento poligâmico, com uma esposa de primeiro escalão que tinha todos os direitos, e com esposas ou concubinas de segundo escalão, cujos filhos não tinham nenhum direito, a menos que a oficial fosse estéril, ou tivesse sido repudiada. As cerimônias de noivado organizavam a transmissão de bens, mas não havia casamento verdadeiro a não ser que tivesse havido união carnal. Na manhã da noite de núpcias, o esposo oferecia à mulher um conjunto muitas vezes bastante significativo de bens móveis. Ele era chamado de presente matinal (Morgengabe), que os juristas romanos batizaram de dote. Portanto, o papel da esposa oficial era bem importante, sobretudo se ela tivesse muitos filhos, já que o objetivo principal era a procriação.

Essas uniões eram essencialmente políticas e sociais, decididas pelos pais. Tratava-se de constituir unidades familiares amplas, no interior das quais reinasse a paz. Por isso, as concubinas de segundo escalão eram chamadas de Friedlehen ou Frilla, ou seja, "cauções de paz". Na verdade, elas vinham de famílias hostis de longa data. A partir do momento em que o sangue de ambas as famílias se misturava, a guerra já não era mais possível. Assim, as mães escolhiam as esposas dos filhos, ou os maridos, das filhas, sempre nos mesmos grupos clássicos, a fim de salvaguardar essa paz. Se uma esposa morresse, o viúvo se casaria com a irmã dela. Dessa forma, pouco a pouco as grandes famílias tornavam-se cada vez mais chegadas por laços de sangue (consangüinidade), pela aliança (afinidade) e, finalmente, completamente incestuosas. Acrescentemos a esse quadro as ligações entre os homens, a adoção pelas armas, o juramento de fidelidade e outras ligações feudais que triunfaram no século X como um verdadeiro "parentesco suplementar", segundo a expressão de Marc Bloch, e teremos a prova de que esses casamentos pagãos não deixavam nenhum espaço livre para o sentimento.

Amor subversivo

Assim, quando o amor se manifestava, ele só podia ser adúltero, ou assumir a forma de um estupro, maneira de tornar o casamento irreversível, ou de um rapto mais ou menos combinado entre o raptor e a "raptada", a fim de ludibriar a vontade dos pais. Nesses casos o amor era efetivamente subversivo, uma vez que destruía a ordem estabelecida. Ele se tornava sinônimo de morte e de ruína política, como prova o romance, de fundo histórico verdadeiro, Tristão e Isolda, transmitido oralmente pelo mundo europeu de então - celta, franco e germânico. Tristão, sobrinho do rei e seu vassalo, cometeu ao mesmo tempo incesto, adultério e traição para com o rei Marco, o marido de Isolda. Aliás, ele mesmo diz, após seu primeiro encontro: "Que venha a morte". Nas sociedades antigas, obcecadas pela sobrevida, a vontade de potência, de poder, era mais importante do que a vontade de prazer, pois aquelas tribos de imensas famílias não conheciam nenhuma limitação administrativa ou externa.

Esse quadro deve ter sido abrandado pelo fato de eles terem estado em contato com países cristãos, ou povos de regiões mergulhadas no cristianismo, como por exemplo os normandos batizados do século X. Em decorrência, duas estruturas coexistiam, mais ou menos confundidas. Por volta do ano 1000, o bispo da Islândia teve muita dificuldade para separar um chefe de tribo, já casado, de sua concubina, especialmente porque ela era sua própria irmã - fato que sustentava a opinião de que seu irmão, o bispo, não passava de um tirano. Nos séculos X e XI, os duques da Normandia tinham dois tipos de união, regularmente: uma esposa oficial, franca e batizada, e uma ou várias concubinas.

Guilherme, o Conquistador, que tomou a Inglaterra em 1066, tinha o codinome de bastardo, por ter nascido de uma união desse tipo. À entrada de Falésia, seu pai, Roberto, o Demônio, teve a atenção chamada por uma jovem que, no lavadouro da cidade, calcava a roupa com os pés, nua como suas companheiras de tarefa, para melhor sovar a roupa. Naquela mesma noite, com a autorização de seu pai, Arlette, a jovem, se viu no quarto do duque, usando uma camisola aberta na frente, "a fim de que", nos diz o monge Wace, que contou a história, "aquilo que varre o chão não possa estar à altura do rosto de seu príncipe". Esses amores "à dinamarquesa" demonstram que as mulheres eram livres, com a condição de aceitar uma posição secundária.

Essa duplicidade de situação num mundo ocidental oficialmente cristão, mas ainda pagão, complicou-se quando as mulheres conquistaram poder, algo facilitado pela matrilinearidade das origens germânicas. Algumas incentivavam os maridos a se proclamarem reis, por serem elas de origem imperial carolíngia. Castelãs, senhoras de grandes propriedades, ou mulheres de alta nobreza, elas utilizavam o casamento como trampolim para sua ambição. Em Roma, Marozia (ou Mariuccia) foi mãe do papa João XI, filho de sua ligação com o também papa Sérgio III. Viúva do primeiro marido, Guido da Toscana, meio-irmão do rei da Itália, Hugo, ela convidou este a se casar com ela. Mas Alberico II, seu filho do primeiro casamento, expulsou do castelo de Santo Ângelo onde foram celebradas as núpcias, aquele intruso manipulado por sua mãe.

Punição para a libido

Aos olhos de inúmeros escritores eclesiásticos, como o bispo Ratherius de Verona, a libido feminina era perigosa e devia ser reprimida severamente. O fato de que velhos países como a Espanha, a Itália e o reino dos Francos, embora cristãos havia já cinco séculos, não tivessem ainda integrado a doutrina do casamento - a ponto, por exemplo, de o rei Hugo ter tido duas esposas oficiais e três concubinas - prova o quanto essa doutrina estava na contramão de seu tempo. E contudo ela fora claramente afirmada e repetida desde que Ambrósio declarara em 390 que "o consentimento faz as bodas". A isso, o Concílio de Ver acrescentara, em 755: "Que todas as bodas sejam públicas" e "Uma única lei para os homens e mulheres".

Reclamar a liberdade do consentimento dos esposos e a condição de igualdade do homem e da mulher era utópico, sobretudo numa sociedade romana patriarcal. Todavia, progressos importantes ocorreram no século X, graças à repetição da apologia do casamento, símbolo da união indissolúvel entre Cristo e a Igreja. Após a atitude irredutível do arcebispo Hincmar e do papa Nicolau I, o divórcio de Lotário II por repúdio a sua esposa Teutberga - devido a sua esterilidade - tornou-se impossível após 869, ano de sua morte. Incompreensível para os contemporâneos, o casamento não se baseava somente na procriação. A aliança era mais importante do que um filho. Mais do que ninguém, longe dos discursos sobre a superioridade da virgindade, Hincmar havia demonstrado que um consentimento livre sem união carnal consecutiva não era um casamento. Ele prefigurava assim a noção de nulidade instituída pelo decreto de Graciano, em 1145. Em decorrência, os rituais, como escreveu Burchard de Worms por volta do ano 1000, traduziam no nível da disciplina do casamento a doutrina otimista dos moralistas carolíngios.

A união carnal, conseqüência do consentimento entre um homem e uma mulher (e não várias), é o espaço de santificação dos esposos. O ideal de monogamia, de fidelidade e de indissolubilidade tornou-se tanto mais possível porque no final do século X desapareceu a escravidão de tipo antigo, nos países mediterrâneos. Um novo espaço se abria para o casamento cristão, graças ao surgimento do concubinato com as escravas, que não tinham nenhuma liberdade. Essa foi também a época em que as determinações dos concílios tornaram obrigatória a validade do casamento dos não libertos.

Mas um outro combate chegava a seu ponto culminante no ano 1000: a proibição do incesto. Iniciada a partir do século VI e quase bem-sucedida na Itália, na Espanha e na França, essa interdição enfrentou contudo forte oposição na Germânia, na Boêmia e na Polônia. Proibidos em princípio até o quarto grau entre primos irmãos, os casamentos de consangüinidade e de afinidade foram punidos, e os culpados separados. Mais tarde, a partir de Gregório II (715-735), a proibição foi estendida ao sétimo grau (sobrinhos à moda da Bretanha), assim como aos parentes espirituais (padrinho e madrinha): não haveria mais aliança a não ser com estranhos, com quem fosse outro (Deus ou o próximo de sexo diferente), mas de modo algum com aquele ou aquela com quem já existisse um tipo de ligação.

As conseqüências sociais de tal doutrina foram incalculáveis. Ela obrigou cada um a procurar um cônjuge longe de sua aldeia e de seu castelo. Acabou por destruir as grandes famílias, de dezenas de pessoas, que viviam sob o mesmo teto, e por favorecer a formação de um grupo nuclear, do tipo conjugal. Ela suprimiu, assim, as sucessões matrilineares e a escolha dos esposos pelas mulheres. A exogamia tornou-se obrigatória. A Europa se abriria para o exterior.

Elogio da virgindade

Na Alemanha, desde os concílios de Mogúncia, em 813, e de Worms, em 868, os casos de casamentos incestuosos mantidos pela obstinação das mulheres eram numerosos. Na Boêmia, o segundo bispo de Praga, Adalberto, grande amigo do imperador Oto III, havia conseguido, em 992, um edito público que o autorizava a julgar e separar os casais incestuosos. Foi um insucesso tão retumbante que ele se desgostou para sempre de sua tarefa episcopal. Preferiu ir evangelizar os prussianos, que o martirizaram em 23 de abril de 997.

A dinastia dos Oto, que havia restaurado o império em 962 na Alemanha e na Itália, nem por isso deixou de apoiar a Igreja em sua empresa de transformação e cristianização. E suas esposas deram o exemplo, já que Edite (946), Matilde (968) e Adelaide (999) foram consideradas santas. Os clérigos que relataram suas vidas, em particular a de Matilde, insistem não na viuvez ou nos atos de fundação de mosteiros, mas sim no papel de esposa e mãe. Sua santidade provinha essencialmente do casamento e do papel de conselheira, junto a seu imperial esposo. A leitura dos ofícios de passagens da vida de santa Matilde não teve uma influência desprezível sobre as audiências populares.

Se a Alemanha foi então uma frente pioneira na cristianização do casamento, não foi bem esse o caso do reino dos francos. Ema, esposa traída do duque da Aquitânia, Guilherme V, vingou-se de sua rival mandando que ela fosse violada por toda sua guarda pessoal. Berta, filha do rei da Borgonha, mal tendo enviuvado, pousou seu olhar sobre o jovem Roberto, filho de Hugo Capeto, para fazer um casamento hipergâmico.

Esse exemplo é revelador. A legislação da Igreja acerca do casamento cristão ia de encontro à mentalidade da época. E no entanto o amor conjugal de caridade (dilectio caritatis) começava a sobressair ao amor de posse (libido dominandi). Por volta do ano 1000, a expansão urbana e o início do desbravamento e da cultura dos campos permitiram que a família nuclear monogâmica se multiplicasse. As células rurais foram destruídas pela necessidade de ir buscar um cônjuge mais longe. Somente a nobreza e as famílias reinantes mais antigas resistiram, fechadas em suas relações feudais, ao contrário dos recém-chegados ao poder, os Oto, que acolheram e adotaram a doutrina cristã como uma liberação e se lançaram com ousadia na direção do leste, para além do rio Elba, a nova fronteira da expansão européia.

Dessa forma, da concepção do amor como subversivo e criador de morte passamos à de um amor construtivo, promotor de vida. O desejo foi integrado no casamento com a união carnal, espaço de gozo mútuo. A procriação tornou-se um bem do casamento, entre outros. A poligamia desapareceu. A publicidade do casamento se instalou. As proibições de incesto permitiram que se descobrisse a necessidade de alteridade e a afirmação da diferença sexual como força de construção. Esse momento de otimismo e de vitória sobre o amor de morte pagão, à moda de Tristão, explica o elã prodigioso da Europa no início do ano 1000. Mas ele não iria além do final do século XI. Também por volta do ano 1000, as diatribes de São Pedro Damião e Ratherius de Verona contra o casamento dos padres anunciavam um outro combate que terminaria na reforma gregoriana e no triunfo do celibato convencional.

Em conseqüência, o elogio da virgindade passou a ser mais e mais preponderante, a ponto de fazer triunfar uma visão pessimista do casamento. Tanto isso é verdade que a história do casamento cristão é feita de alternâncias entre sucessos e crises.

Cidades na Antiguidade

As primeiras cidades que se conhece foram erguidas em, aproximadamente, 4.000 a.C. nas proximidades do Rio Eufrates, na Mesopotâmia, para aproveitar as terras férteis que o rodeava, assim, plantavam de tempos em tempos, pois as civilizações eram seminômades. O objetivo da criação das cidades era de ter poder firmado nas mãos de uma só pessoa e para isso construíam edificações rodeadas por muralhas com a finalidade de cercar seu território e ter a cidade controlada pelo rei. Esse demonstrava seu grande domínio em pirâmides, palácios, templos e outras construções.

Os habitantes das cidades tinham o rei como autoridade divina que representava os deuses na terra e este habitava num palácio juntamente com seus descendentes e serviçais ao lado do templo de adoração aos deuses. Também tinha controle sobre os celeiros da região que estocava grande quantidade de alimento e permitia que seus serviçais dividissem entre a população em tempo de seca para aumentar seu prestígio e poder.

O rei ordenava que lhe fosse pago certa quantia relacionada a impostos, impunha leis que lhe eram cômodas, fazia com que o povo trabalhasse como forma de servidão e ao mesmo tempo protegia o povo das invasões externas que porventura poderiam acontecer. Ao rei também cabia a decisão da guerra como forma de dominar e destruir outras cidades e matar aqueles que iam contra sua vontade.

O povo já utilizava animais para auxiliá-los na produção e na locomoção da colheita e se dedicavam ao artesanato e ao comércio.

As linhas religiosas do Brasil

Nos últimos anos no Brasil, a multiplicação de igrejas protestantes tem feito diminuir o número de católicos. Em algumas dessas igrejas, são desenvolvidos rituais que têm como fundamento maior proximidade entre Deus e os fiéis. Baseando-se numa simplificação dos princípios cristãos e na diminuição das reflexões teológicas, difíceis para as pessoas mais simples. Algumas chegam a utilizar o exorcismo, pregando milagres e a capacidade, por exemplo, de cura pela oração, pelas bênçãos dos pastores.

São correntes consideradas fundamentalistas, pois reduz a questão da religião, da aproximação do homem com Deus, ao fenômeno fé. É notório o crescimento de igrejas que seguem essa linha de pensamento em nosso país. Há um conflito muito grande entre elas e o Estado, pois são acusadas de explorar, em beneficio próprio, a fé das pessoas, cobrando o dízimo e utilizando-o para fins aparentemente desvinculados das questões religiosas.

Já a Igreja Católica, vem apresentando uma disputa interna entre os conservadores e os progressistas. Estes últimos acreditam na maior atuação social da Igreja junto aos países subdesenvolvidos, dadas as graves questões que enfrentamos como a fome, a alta taxa de mortalidade infantil, a exploração excessiva da mão-de-obra, o problema da terra, entre outros. Há uma terceira corrente que defende caminhos semelhantes aos escolhidos pelas igrejas protestantes. É o denominado movimento carismático, que tem buscado um retorno, ou pelo menos maior presença da fé nos cultos católicos. Os carismáticos têm na cura de males pela imposição das mãos o seu apelo popular. No fim o que interessa é a fé de cada um no poder supremo, isto é, na fé em Deus.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Corra que Napoleão vem aí

Se atualmente, no cenário político mundial, o presidente Lula é o cara (ao menos foi o que disse Obama), no começo do século XIX esse posto era ocupado por Napoleão Bonaparte, que num espaço de tempo relativamente curto, passou a dominar não só a França, mas quase toda a Europa.

Chamado de “Filho da Revolução”, Napoleão teve uma brilhante carreira no exército francês, e tornou-se general no auge de seus vinte e poucos anos. Foi ganhando prestígio e popularidade devido a boa seqüencia de vitórias contra as tropas russas e austríacas, que juntas combatiam a Revolução que literalmente guilhotinou o absolutismo. Além de ser um mau exemplo, era uma ameaça as demais monarquias européias.

Devido ao seu sucesso militar, as tropas comandadas pelo “Filho da Revolução” conquistaram a península itálica e o Egito, Napoleão foi convidado para fazer parte do Diretório, órgão que ditava as ordens da França revolucionária. Mas esse homem de baixa estatura (1,67m) tinha pretensões megalomaníacas de tornar-se o soberano mais poderoso do mundo. Através de um golpe assumiu o poder contando com a simpatia do povo, que o via como um heroi, e obviamente o apoio dos militares. Sem falar na classe burguesa que o tinha como um líder.

Bonaparte costumava dizer que era herdeiro de Carlos Magno, antigo imperador do Sacro Império, que tinha em suas posses grande parte do território europeu. Com isso saiu destronando monarcas. Derrubando dinastias que alguns anos atrás eram consideradas intocáveis. As tropas napoleônicas ocuparam as mais importantes cidades europeias, e o Imperador francês, a “máquina de derrubar reis”, colocava seus parentes nos tronos dos países conquistados. Em 1810, o Império Napoleônico tinha quase toda a parte ocidental da Europa sobre os seus domínios, com exceção da Inglaterra.

Se por terra o exército francês era praticamente imbatível, os ingleses eram os donos do mar. A marinha britânica possuía 880 navios de combate, e como a Inglaterra é uma ilha, Napoleão para conquistar o seu território teria que enfrentá-la através de um confronto marítimo. O confronto entre as duas principais potências daquela época, de fato aconteceu. A marinha francesa com o objetivo de atracar em solo britânico pelo Canal da Mancha foi derrotada na épica Batalha de Tralfagar (1805).

Após a derrota, o Soberano da França, que gostava de se referir a Inglaterra, chamando-a de “pequena ilha de pescadores”, nos dá em 1807, uma bela amostra de que esse desdém se tratava apenas de rivalidade, pois Napoleão sabia muito bem que a tal “ilha de pescadores” era um obstáculo as suas pretensões políticas e econômicas. Mas que amostra foi essa então? O Bloqueio Continental. Se não foi capaz de vencê-la através do confronto direto, faria isso arrasando-a comercialmente, proibindo qualquer nação europeia de manter relações diplomáticas e comerciais com os britânicos. E ai daquele que desobedecer as suas ordens.

Longe desse agitado contexto estava o Brasil, uma terra de proporção continental, clima tropical e banhada pelo Oceano Atlântico, cujo seus pouquíssimos habitantes sequer imaginavam que todos esses acontecimentos que agitavam o Velho Continente, mudariam a história dessa colônia portuguesa, transformando-se numa nação independente.

Em 1807, Portugal era governado por um príncipe regente, espécie de rei sem coroa, que era D. João. Muitos retratam o príncipe de maneira caricata. Feio, obeso, glutão, preguiçoso, sujo, mal vestido, medroso, inseguro e depressivo. Todos esses adjetivos se aplicam a D. João, que veio a ser o soberano de Portugal, apesar da pouca vocação, porque sua mãe, a rainha Maria I, havia enlouquecido e o seu irmão mais velho, e com isso herdeiro direto do trono, D. José, havia morrido de varíola.

Quando D. João VI se deparou com as ordens napoleônicas a respeito do Bloqueio Continental, passou a enfrentar um medonho dilema. Portugal deveria decretar guerra contra a Inglaterra, fechar os portos para os navios britânicos, retirar o embaixador português de Londres e expulsar o embaixador inglês de Lisboa, além de confiscar os bens dos cidadãos ingleses que residiam em Portugal e deportá-los.

Se não cumprisse todas as exigências, as tropas francesas invadiriam o país e poria fim a Dinastia Bragança. Mas do outro lado da força estava a Inglaterra, a “nação amiga” que historicamente era uma aliada dos lusitanos. Ademais, também era uma potência militar de meter medo. No dia 1 de Setembro de 1807, a Dinamarca, que acatou o Bloqueio, viu os navios britânicos aportarem na sua capital, Copenhague, e bombardearem a cidade por quatro dias.

Diante disso, D. João VI adotou uma postura dúbia para ganhar tempo até chegar a uma decisão. Mandou um diplomata para relatar ao próprio Napoleão que agiria conforme as ordens do Imperador, exceto a parte do confisco de bens dos ingleses que viviam em Portugal. Mas Bonaparte não se deu por satisfeito: Ou o Príncipe Regente dançava no ritmo da melodia francesa ou iria sentir a fúria do exército mais poderoso do mundo.

No dia 5 de Novembro daquele ano, o confisco aconteceu. Portugal declarou abertamente que estava em guerra contra os britânicos. Mas tudo não passava de um jogo de cartas marcadas. Por debaixo dos panos a coroa lusitana acertava com os ingleses, uma indenização que compensasse os prejuízos. Portugal e Inglaterra já estavam acertados. O plano seria uma fuga. Toda corte portuguesa, junto com o seu aparelho burocrático, embarcaria em direção ao Brasil escoltada por uma esquadra inglesa composta por sete mil homens, e comandada por Sir Sidney Smith, oficial experiente que lutou na Batalha de Tralfagar. Em troca, Portugal abriria os portos brasileiros para as mercadorias britânicas. Assim a Inglaterra compensaria a perda de mercado devido ao Bloqueio.

No dia 29 de Novembro toda a corte parte de Lisboa em direção ao Rio de Janeiro (durante a viagem, por motivos até hoje não muito claros D. João VI muda a rota para desembarcar primeiramente em Salvador) numa viagem arriscada e repleta de infortúnios que duraria pouco mais de três meses.

O mundo estava prestes a testemunhar algo inédito: Nunca um monarca europeu colocou os pés em uma de suas colônias. Em 22 de Janeiro de 1808, D. João VI chega a Salvador, e em 7 de Março ao Rio de Janeiro, que veio a se tornar sede do Reino de Portugal, Brasil e Algarves. Por aqui D. João VI reinou por treze anos, até ir embora em 1821, pressionado pela burguesia portuguesa que exigia a presença do seu rei (D. João deixa de ser príncipe e se torna rei após a morte de sua mãe).

Durante todo esse tempo em que a corte de Portugal se estabeleceu no Rio de Janeiro, foi-se desenhando a nossa futura independência, como observa José Roberto Lopez: “A presença da Corte do príncipe regente D. João VI no Brasil criou condições concretas e objetivas para que a separação Brasil-Portugal se tornasse definitiva, assinalando o fim do sistema mercantilista, implantando diversas repartições administrativas novas e modernizando o Rio de Janeiro, conferindo-lhe a fisionomia de uma verdadeira capital, marco inicial na construção política da unidade nacional”.

Vale ressaltar que a abertura dos portos fez com que o Brasil fosse invadido pelos produtos britânicos, acabando com o monopólio comercial (Pacto Colonial) que era o sustentáculo da exploração ibérica. Se não possuía mais a dominação econômica, não fazia sentido para Portugal permanecer com a dominação política. Travestido de liberalismo, o que de fato ocorreu foi a possessão inglesa da economia. Com D. João VI em Lisboa, foi mais fácil para o seu filho D. Pedro dar o grito de independência no dia 7 de Setembro de 1822, tornando-se o primeiro imperador do Brasil.

Mas se a corte não tivesse fugido? Se o então príncipe regente decidisse enfrentar as tropas francesas? O que teria acontecido? Portugal teria claras chances de ganhar. Pois a tropa que chegou as terras lusitanas, um dia após a partida da corte, era composta em grande parte, por soldados jovens, e com isso inexperientes em batalha, e por soldados da legião estrangeira, não tão comprometidos com os ideais napoleônicos. A frente desses homens estava o General Junot, que tinha fama de não ser um bom estrategista.

A tropa que tomou Lisboa, segundo o diário do próprio General Junot, era um bando de homens maltrapilhos, exaustos e famintos. Já com algumas baixas na infantaria e alguns canhões com defeito. Mas não podemos culpar D. João VI por ter fugido. Napoleão era mesmo uma figura mítica e assustadora. É tanto, que na época costumava-se amedrontar as crianças dizendo coisas do tipo: “Napoleão vem aí” ou “Napoleão vai te pegar”.

Mesmo tendo ficado para a história como um monarca inseguro, e podemos dizer até patético, D. João VI teve seus méritos. Num contexto em que vários soberanos foram destronados, ele viveu e morreu como um rei. Pouco antes de falecer, exilado na ilha de Santa Helena, Napoleão Bonaparte deixa registrado para as gerações posteriores qual o seu pensamento em relação ao rei de Portugal e do Brasil: “Foi o único que me enganou”.

Colaboração: Thiago Oliveira, Aluno da fUNESO e escritor de cordel. Acesso o seu blog e confira. http://www.batedeiraindustrial.blogspot.com/

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Comunicado Importante!

OBS: Atenção! Por conta do São João, eu estarei viajando, por tanto o blog ficará até o dia 27/06/2010 (Domingo) sem ser Atualizado, mas na segunda-feira (28/06/2010) voltaremos com força. Espero que vocês continuem a visitar o blog e participar. Qualquer duvida pode me mandar um e-mail: Handresson2007@hotmail.com, que tentarei ao máximo entrar em contato. Obrigado pela compreensão. Tenha um ótimo São João e se for dirigir não beba preserve sua vida que é mais importante.



Atenciosamente: Handresson Tenório

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Cordel: O Professor de História

O Professor de História
Precisa estar antenado
Sobre o que está acontecendo
E não se prender ao passado
Essa é a grande diferença
De um professor dedicado

Antes de qualquer coisa
Ele é um Educador
Mas a sua cosmovisão
É a de um Historiador
Que guia o seu alunado
A refletir sobre o valor

O valor que nossa História
Tem para a sociedade
Tirando mentes de guetos
Apresentando a liberdade
Por isso deve conhecer
Bem a sua comunidade

Saber como o aluno vive
No seu contexto familiar
Se a realidade não for boa
Ele terá que se empenhar
Para mostrar a seu aluno
Que é possível mudar

Se ele não age assim
Então não é vocacionado
Está perdendo seu tempo
Está no lugar errado
Um professor indiferente
Desrespeita o legado

De homens e mulheres
Que espalharam uma visão
A de transformar o mundo
Através da Educação
Denunciando um Sistema
Que semeia exploração

Precisamos educar
E acabar com as mazelas
Assim veremos a arte
Brotar livre nas favelas
Aportar no Novo Mundo
Outras novas caravelas

Com os professores a bordo
Interagindo com o povo
Escambo de conhecimento
Ocasionando um renovo
E que isso se repita sempre
De novo, de novo e de novo

Se tornando uma constante
Uma prática ilimitada
Em um mundo mais justo
Uma História recontada
Pelo povo, que destemido
Prosseguiu na caminhada

E assim o professor
Realiza a sua missão
Completando o sentido
De sua bela vocação
Pois educar é bem mais
Que exercer uma profissão

É um dom dado por Deus
Muitas vezes oneroso
Mas mesmo sendo difícil
Ainda sim é prazeroso
Caro professor se esforce
Seja um mestre fabuloso

E assim chega ao fim
Esse pequeno cordel
Peço aos meus colegas
Que cumpram o seu papel
Tal qual messias a pregar
Terra que mana leite e mel

Não me refiro aqui ao céu
Nem há algo sobrenatural
Me refiro a essa terra
Que pode sim ser mais igual
Mas para haver transformação
A Educação é o canal
Autor: Thiago Oliveira, Aluno da Funeso do 7º período Noite

domingo, 20 de junho de 2010

Onde estás ?

O Dramaturgo e Poeta Odmar Braga, autorizou publicar um de seus poemas na versão em Portugues, pois atualmente ele só escreve em Ladino seus poemas, visitem seu blog http://lalyavedeelsekreto.blogspot.com/

Perfil de Odmar Braga: Dramaturgo e Poeta. 

Autor dos seguintes livros no gênero Poesia: Por debaixo da Alma, 1992; Lembranças (1ª Edição), 2001; Fogo de Lua & Outros Poemas, 2004; Lembranças (2ª edição). Poemas publicados em língua francesa no livro La Foi de Souvenir (Nathan Wachtel) Paris – França ,2001 e em língua italiana no livro La Fede di Ritorno ,Itália 2004; Jornal de Vila Meã , Cidade do Porto -Portugal,2003.

Poema: Onde estás

Onde estás Desirée,? Onde estás ...?
Talvez enclausurada na tranqüila
segurança de tua racionalidade cartesiana,
herdeira dos estreitos corredores dos gabinetes científicos
de la Place Marcelin – Berthelot.
Onde não é razoável que venhas ouvir meu nome nem
dizê-lo, minha poesia lavrada nas ruas molhadas,
onde não é razoável que escutes o meu nome
nem que venhas também a ler meus poemas.
Onde não possa ver abrirem–se as rosas de teus beijos
nem conduzir-te com mãos alegres entre as árvores
tortuosas dos jardins de Espanha ou deitar-te
entre as cores sensuais dessas flores
tão estranhas de meus jardins perdidos
de América do Sul.

Onde estás Desirée,? Onde estás ...?
Quiçá, num desses subterrâneos
rios de aço que perfuram os intestinos da terra
e que rastejam apressados sob as ruas
carregando nas entranhas as angustias de Paris.
Meu rosto estampado nas calçadas estreitas,
meus braços abertos pelo Cartier Latin,
gemendo, sofrendo, querendo não sei o que
mas suponho creio que talvez
uma lâmpada apagada,
uma lamparina sem fogo
ou uma primavera sem cores
que desfolhe-se esquecida
e que escorra pelo Sena
minhas dores e peixes.

Onde estás Desirée,? Onde estás ...?
Acredito que onde dorme o silêncio
e esconde-se a escura negrura da noite imensa.
Ou quem sabe se onde caminha a luz que passeia
pelas veredas dos sonhos profundos
das ilhas exóticas que da matriz de tua alma
enfeitiça com o suor de teu corpo
as cores desses versos.
Talvez estejas na vaidade da lua
que empalidece no rosto do céu os sorrisos
das estrelas e as luminosas caudas
dos cometas. Ou quem sabe,
se onde crescem as palmas e o mar
com sua língua molhada e seus lábios
cativantes balbucia palavras acesas
e beija as areias cheirosas de tuas praias
opulentas. Que acende no sangue de tuas veias
a ternura de teu umbigo e a flor de teu bem querer.

Onde estás Desirée,? Onde estás ...?
Espero que sob a plumagem da noite
ou do fogo da lua que com sua tocha acesa
sapateia no baile das palmeiras
o seu frescor exorbitante.
E que com animalesco instinto
e uma inusitada febre, acalenta as lendas e os mitos
de teu sangue polinésio, e cavalga no lombos
de minhas dores a solidão de meus versos.
Que amamenta seus mistérios
nas tetas da noite e anuncia
na poeticidade de tua pele o perfume
açucena de tua púbis, e as carícias cheirosas
de teu ventre que desabrocha encharcado
escorrendo em caramelo
um sabor de urina e céu.

Onde estás Desirée,? Onde estás ...?
Oxalá, sob o brilho distante das estrelas
que cintilam ao mirarem o infinito.
Ou entre os uivos do vento
que singram teus olhos oceânicos
repletos de barcos piratas
povoados de corsários e bucaneiros.
Ou quiçá , talvez onde as mãos
geladas do inverno te procurem
e com seus dedos ansiosos
acariciem no calor de tua pele
tuas delicadas curvaturas,
e acarinhem com seus pelos eriçados
os tímidos mamilos de teus seios
e acordem os pedaços de céu
dos teus noturnos segredos.

Onde estás Desirée,? Onde estás ...?
Penso que onde as tempestades tropicais
encontram-se com teus olhos oceânicos
e sacodem tuas águas tranqüilas
com esses raios e trovões.
Ou quem sabe se onde um poeta
desvairado, filho de um povo latino
e sensual que da negrura da madrugada
procria no útero da noite
as carnes desses versos
e os corações dessas palavras.
Parece que te conheço faz tempo
e que, como se das asas de um anjo
ou quem sabe de um avião ,
a singela eroticidade de tua pele,
teu hálito ofegante e os teus desejos escondidos,
desabrochem das cadeias de um sonho
a flor de teu delírio e libertem no encanto
das palavras a beleza desses versos.
Onde estás Desirée,? Onde estás ...?

Odmar Braga .•.

Carbono 14 muda a história do Egito Antigo



A cronologia das antigas dinastias egípcias acaba de ser refeita por pesquisadores europeus, a partir da análise combinada de dados de carbono 14 de plantas com relatos históricos de reis e rainhas sobre a ordem e a duração de seus reinados. Os resultados, que sugerem que alguns fatos aconteceram antes do previsto, oferecendo, por isso, informações inéditas para a literatura sobre o tema, foram publicados na revista Science.

O estudo foi desenvolvido por professores da Universidade de Oxford (Inglaterra), Université Paris VII-Diderot (França), Universidade de Haifa (Israel), Universität Wien (Áustria) e Cranfield University (Reino Unido). O método de datação utilizado tem como base o radioisótopo carbono-14 para determinar a idade de materiais de até 60 mil anos. Os pesquisadores coletaram medidas de radiocarbono de 211 espécies diferentes de plantas na região do rio Nilo, que estavam diretamente associadas ao cotidiano de antigos reis egípcios. As espécies analisadas estavam em forma de sementes, cestos, tecidos, caules e frutas.

Os radiocarbonos forneceram novas estimativas para os reinados caracterizados como Antigo (da 2ª a 8ª dinastia), Médio (da 11ª a 13ª dinastia) e Novo (17ª a 21ª dinastias). A modelagem dos dados fornece uma cronologia que se estende de 2691 a 1090 a.C. Os resultados sugerem, por exemplo, que o Novo Reinado começou em 1570 e foi até 1544 a.C. e que o reinado de Djoser, no Reino Antigo, durou de 2691 a 2625 a.C. Esses dois casos, segundo o trabalho, ocorreram antes do que outras previsões históricas haviam estimado.

O artigo aponta que, por milhares de anos, estudiosos se ocuparam em documentar os reinados dos vários governantes do Egito. Mas embora a cronologia que se tem nos dias de hoje é precisa em termos relativos, atribuir datas absolutas para eventos ocorridos na antiguidade é uma tarefa entendida como controversa pela ciência mundial. “As medições de radiocarbono fornecem uma cronologia coerente para o Egito antigo, que está bem próxima de algumas tentativas anteriores para revelar novos detalhes da história ocidental”, dizem os pesquisadores no artigo.

As datações por carbono-14 apontaram ainda que o Novo Reinado teria começado algumas décadas mais cedo que a data estimada por outros levantamentos, que afirmam que esse reinado teria começado em 1550 a.C. Ainda no Novo Reinado, o estudo mostra que o faraó Tutankamon, um dos mais conhecidos na cultura egípcia, teria reinado entre 1353 e 1331 a.C.

A nova cronologia do período Dinástico permite uma comparação direta com registros semelhantes de outros períodos do Egito, como o Pré-Dinástico. “A datação por carbono 14 tornou-se precisa o suficiente para restringir a história do antigo Egito em datas muito específicas", disse Christopher Ramsey, pesquisador do Laboratório de Arqueologia e História da Arte da Universidade de Oxford. “As informações desse novo estudo servirão como pré-requisito para a compreensão da velocidade e dos mecanismos de formação de todo o Estado Egípcio.”

sexta-feira, 18 de junho de 2010

DEUS E DIABO NA CRIAÇÃO


Deus criou todo o bem,
O Diabo fez todo o mal.
Mas não é tão simples saber
O que foi feito por qual.

Diz que Deus criou o homem,
E o Diabo fez a mulher
Pois, mesmo sendo mais forte,
O homem faz o que ela quer.

Se o Diabo fez o ódio,
Quando Deus criou o amor,
Por que então é que ambos
Trazem tristeza e dor?  

O Diabo criou espinhos,
Quando Deus criou as flores.
Mas quem criou os prazeres,
E quem inventou as dores?

Deus criou os alimentos,
O Diabo inventou as drogas.
Quem criou o casamento,
Para existir as sogras?

Diz que Deus criou a cana,
E o Diabo inventou a pinga.
Por isso é que bêbado fede,
Fala palavrões e xinga.

Quando Deus criou o café,
O Diabo inventou o cigarro.
Deus nos proveu de saliva,
O diabo fez o pigarro.

O Diabo inventou os bancos
Quando Deus fez o dinheiro.
Deus inventou o Atlético,
O Diabo fez o cruzeiro.

Deus fez o homem sadio,
O Diabo criou doença,
Pelo menos é dessa forma,
Que boa parte ainda pensa.

Se o Diabo fez as trevas,
Quando Deus criou a luz,
Quem criou o holocausto?
Quem foi que fez a cruz?

No sexo há outra dúvida:
Quem determinou o quê?
Quem nos pôs esse desejo
Por tudo de bom que se vê?

Deus fez o homem com pênis
Para o bem ou para o mal?
Se queremos comer todas,
Dizem ser coisa de belial.

Com dúvida entre bem e mal:
Ou Cristianismo, ou Islã,
Não se sabe quem fez o Bush,
Ou quem criou o Saddan.

Cordel: O Plantador de Milho

Sou eu caboclo da roça
Criado dentro da mata
Nunca calcei um sapato
Nunca usei uma gravata
Moro perto da cidade
Mas pra falar a verdade
Só vou lá de feira em feira
Ou quando há precisão
De batizar um pagão
Ou buscar uma parteira

No dia que registrei
O meu filhinho mais novo
O juiz estava nervoso
Brigando no meio do povo
Me chamou de maltrapilho
Sujo, plantador de milho
E disse mais uma piada
Dessas que a boca não cabe:
Matuto pobre só sabe
Fazer menino e mais nada.

O juiz não tinha filhos
Que enfeitassem sua vida
Eu conhecia a história
E fui direto na "ferida":
O senhor está zangado,
Tem dez anos de casado
E a mulher não tem um filho;
A sua comida fina
Não contém a vitamina
Que há na massa do milho.

A minha família é grande
 Dez filhos e a mulher.
Sua família é pequena
Mas é porque você quer.
A sua mulher lhe embroma
Quase todo dia toma
Anticoncepcional
Lhe vicia em novela
Dorme tarde e faz tabela
E esquece do "principal".

Ouvi o senhor dizer
Que está gastando por mês
Mas de dez salários mínimos
Só com perfume francês
Diz que a vida é uma bomba
Que foi não foi leva tromba
Com mercadoria falsa
Comprar perfume estrangeiro
É pra quem possui dinheiro
Nos quatro bolsos da calça.

Caro doutor, lá em casa
Ninguém nem conversa em luxo
A fora uma simples roupa,
O resto é encher o bucho
Não acostumei meu povo
Exigir sapato novo
Para as festas de São João
Ao invés de um colar de ouro
Compro a rabada de um touro
Pra se comer um pirão.

Lá ninguém fala em perfume,
O que há na minha casa
É cheiro de carne assada
Pingando em cima da brasa
Minha cabocla Maria,
Gorda, disposta e sadia,
Pra toda vez que eu quiser
Botar fogo na geléia
Para isso a minha "véia"
É mulher, sendo mulher.

Como, é galinha caipira
E não galeto de granja
Ao invés de coca-cola
Tomo suco de laranja
Com rapadura de mel.
E escute aqui, bacharel,
Conversa longa me atrasa.
Quer ver a mulher Ter filho?
Bote um plantador de milho
Pra dormir na sua casa.

Autor: Daudeth Bandeira

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Origem do Cordel

O que é e origem

A literatura de cordel é uma espécie de poesia popular que é impressa e divulgada em folhetos ilustrados com o processo de xilogravura. Também são utilizadas desenhos e clichês zincografados. Ganhou este nome, pois, em Portugal, eram expostos ao povo amarrados em cordões, estendidos em pequenas lojas de mercados populares ou até mesmo nas ruas.

Chegada ao Brasil

A literatura de cordel chegou ao Brasil no século XVIII, através dos portugueses. Aos poucos, foi se tornando cada vez mais popular. Nos dias de hoje, podemos encontrar este tipo de literatura, principalmente na região Nordeste do Brasil. Ainda são vendidos em lonas ou malas estendidas em feiras populares.

De custo baixo, geralmente estes pequenos livros são vendidos pelos próprios autores. Fazem grande sucesso em estados como Pernambuco, Ceará, Alagoas, Paraíba e Bahia. Este sucesso ocorre em função do preço baixo, do tom humorístico de muitos deles e também por retratarem fatos da vida cotidiana da cidade ou da região. Os principais assuntos retratados nos livretos são: festas, política, secas, disputas, brigas, milagres, vida dos cangaceiros, atos de heroísmo, milagres, morte de personalidades etc.

Em algumas situações, estes poemas são acompanhados de violas e recitados em praças com a presença do público.

Um dos poetas da literatura de cordel que fez mais sucesso até hoje foi Leandro Gomes de Barros (1865-1918). Acredita-se que ele tenha escrito mais de mil folhetos. Mais recentes, podemos citar os poetas José Alves Sobrinho, Homero do Rego Barros, Patativa do Assaré (Antônio Gonçalves da Silva), Téo Azevedo. Zé Melancia, Zé Vicente, José Pacheco da Rosa, Gonçalo Ferreira da Silva, Chico Traíra, João de Cristo Rei e Ignácio da Catingueira.

Vários escritores nordestinos foram influenciados pela literatura de cordel. Dentre eles podemos citar: João Cabral de Melo, Ariano Suassuna, José Lins do Rego e Guimarães Rosa.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Dica de Filme: Pro dia nascer feliz

Documentário sobre as diferentes situações que adolescentes de 14 a 17 anos, ricos e pobres, enfrentam dentro da escola: a precariedade, o preconceito, a violência e a esperança. Foram ouvidos alunos de escolas da periferia de São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco e também de dois renomados colégios particulares, um de São Paulo e outro do Rio de Janeiro.

Os banhos de antigamente

Nos dias de hoje, o hábito de tomar banho se transformou em uma questão de higiene e até em momento de entretenimento. Cada dia mais, designers e decoradores investem na construção de espaços amplos onde a pessoa tem a oportunidade de relaxar e esquecer os problemas cotidianos. Em algumas residências, o espaço do banheiro chega a ser maior que o da própria cozinha. Além disso, buchas, cremes, xampus e sabonetes complementam esse momento onde buscamos conciliar higiene e prazer.

Para muitos, isso parece ser coisa simples e trivial. No entanto, se dermos uma olhada nos períodos históricos, descobriremos que as coisas nem sempre foram assim. O hábito de tomar banho e as formas de se cuidar da higiene corporal variou muito de acordo com os conceitos de saúde e doença de certo período. Além disso, os produtos e instrumentos empregados nessa tarefa eram bastante diferentes daqueles que hoje imperam nos banheiros.

No mundo greco-romano, o banho era uma ação realizada de forma coletiva. Várias termas eram construídas para que gregos e romanos pudessem cuidar de seu corpo. Para retirar a sujeira acumulada na pele, esses povos utilizavam uma ferramenta conhecida como strigil. O strigil consistia em uma espátula de ferro com trinta centímetros que era esfregada na pele depois que o corpo era todo besuntado com uma espécie de óleo. Em alguns casos, os escravos eram responsáveis pela limpeza de seus senhores.

Quando realizamos uma viagem para algum lugar inóspito ou limitado em recursos, o famoso banho de caneca acaba sendo a única alternativa para manter o corpo limpo. Na verdade essa ideia é bem antiga. Na Antiguidade, a ausência de redes encanadas e esgotos era suprida com a utilização de copos e bacias que permitiam a realização do banho. Geralmente, as pessoas se sentavam em uma cadeira enquanto despejavam pequenas porções de água nos lugares a serem higienizados.

Mediante tantas dificuldades e a limitação de recursos, você já deve estar aliviado por ter o inestimável privilégio de fazer uso de uma cheirosa e suave barra de sabão. Pois saiba que os antigos também pensaram nisso! Os babilônios realizavam uma mistura com gordura animal e cinzas vegetais para passar no corpo e no cabelo. Entre os egípcios a receita era um pouco mais elaborada, levando cinzas, bicarbonato de sódio e argila.

Entre os orientais, a necessidade de se higienizar a pele era intercalada pelo uso de pedra ou cerâmica para se esfoliar a camada mais superficial da pele. Para aliviar a agressão do processo, terminavam seu banho com a aplicação de água de flor de laranjeira, pentes, pastas e perfumes. Em algumas culturas do mundo oriental, esse tipo de procedimento ainda pode ser visivelmente reconhecido.

Os luxos e regalias que hoje temos na hora do banho apareceram há pouco tempo. Na Inglaterra do século XIX, as banheiras começaram a se popularizar entre as famílias mais abastadas. Em algumas residências, os empregados se apressavam para instalar a banheira no quarto com água quente antes que seus patrões chegassem em casa. Já o chuveiro elétrico, só ganhou mais espaço com o processo de urbanização das sociedades contemporâneas e a ampliação das redes de energia.

terça-feira, 15 de junho de 2010

As piores epidemias da História


No mundo contemporâneo vivemos uma situação, no mínimo, contraditória. A tecnologia e o conhecimento que permitem a cura de várias doenças vêm causando também o surgimento que novas epidemias que amedrontam diversas populações. Em geral, a utilização de alimentos geneticamente modificados, os agrotóxicos e a própria degradação da natureza em si são os fatores fundamentais que explicam o surgimento das epidemias, que não são nenhuma novidade na história humana.

Há mais de 3000 anos, os egípcios sofreram com um terrível surto de varíola que atingiu vários membros desta antiga civilização. A mesma doença, séculos mais tarde, atormentou o Japão (séc. VIII) e serviu como elemento de dominação das populações nativas da América, quando, no século XVI, os colonizadores espanhóis transmitiram a doença para os astecas.

No século V a.C., o mundo grego estava vivenciando um terrível conflito interno que colocava atenienses e espartanos em lados opostos. Conhecida como a Guerra do Peloponeso, esta contenda militar acabou assinalando a derrota dos atenienses. Segundo os relatos da época, como se já não bastasse a habilidade militar de seus inimigos, os atenienses foram acometidos por uma terrível e misteriosa doença que ficou conhecida como a “grande praga de Atenas”.

Continuando ainda pelo mundo antigo, também devemos destacar a malária como uma doença já reconhecida pelos romanos. Na época, não sabendo a relação entre o mal e a picada do mosquito Anopheles, eles acreditavam que a malária seria contraída em regiões impregnadas de “ar ruim”. Não por acaso, como medida preventiva, buscaram aterrar as regiões pantanosas que encontravam. Atualmente, cerca de 250 milhões de pessoas ainda sofrem com essa terrível anomalia.

No período medieval, o movimento cruzadista foi útil para que a população europeia fosse acometida pela lepra. Os soldados cristãos que eram atingidos pela doença, ao invés de serem vistos com repulsa, tinham suas mãos beijadas em reconhecimento de seus feitos sagrados. Dois séculos mais tarde, por conta das péssimas condições de higiene das cidades, a Peste Negra acabou matando 25 milhões de europeus em apenas três anos.

Ao contrário do que se pensa, a falta de planejamento dos espaços urbanos ainda serviu para a contração de outras doenças ao longo do tempo. No século XIX, vários centros urbanos asiáticos, europeus e americanos foram assolados com os efeitos devastadores da cólera. De maneira semelhante, os efeitos da febre tifoide foram decisivos para que grande parte dos soldados napoleônicos morresse durante o precipitado avanço dos franceses contra as gélidas e miseráveis terras russas.

No século passado, os horrores da Primeira Guerra Mundial não poderiam ser relacionados somente ao poderio bélico dos países envolvidos no combate. A gripe espanhola acabou matando cerca de 20 milhões de pessoas que viviam na Europa ou passaram por lá entre os anos de 1914 e 1918. No fim desse século, a geração do “amor livre” ficou aterrorizada quando, na década de 1980, a AIDS se transformou em uma terrível epidemia que hoje acumula um índice de 35 milhões de infectados.

O Museu do Estado de Pernambuco,

Um casarão do início do século XIX mantém instalado desde 1929 o Museu do Estado de Pernambuco. É aqui que grande parte da história da integração racial e artística da nossa gente está presente. Cercado por jardins, o museu expõe permanentemente um acervo de quase 12 mil peças. Destaque para os quadros a óleo que relatam a Insurreição Pernambucana, além de objetos e móveis coloniais, pré-históricos e indígenas. A visitação pode ser feita de terça a sexta, das 9 às 18h.

Endereço: Avenida Rui Barbosa, 960

Bairro das Graças, Recife
Tel: (81) 3427-9322
Visitação: 3ª a 6ª, das 9h às 17h30; sáb. e dom.,
das 14h às 17:30h.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Dica de Livro: O Teatro do Bem e do Mal

Em “O Teatro do Bem e do Mal” o jornalista uruguaio Eduardo Galeano aborda temas como a economia mundial, política e ecologia, além de questões sociais e raciais. Os textos foram reunidos a partir de diversas publicações como jornais e revistas entre o fim e o início do século. As questões evocadas no livro são pertinentes ao plano global e mostram-se sempre atuais e de um valor diferenciado que possibilita novas reflexões.

O texto de Eduardo é rápido e rico, o jornalista mostra-se um importante pensador da atualidade, utilizando de humor e uma ironia corrosiva o autor discorre de forma honesta e sem amarras sobre os mais variados e polêmicos temas que percorrem o mundo. Num misto de conto, crônicas e ensaios o livro “O Teatro do Bem e do Mal” mostra-se um importante documento da história humana recente.

Título: TEATRO DO BEM E DO MAL, O
Catálogo: L&PM Pocket Plus
Gênero: Literatura moderna internacional
Série: L&PM Pocket Plus
Páginas: 128
Medidas:10,7 X 17,8 cm
1° Edição: setembro de 2006

domingo, 13 de junho de 2010

Dica de Livro: Africa E Brasil Africano

A autora traça um panorama do continente africano, com suas diversas sociedades locais, sua história e cultura antes e depois da escravidão. E retrata as conseqüências da importação de quase 5 milhões de escravos africanos ao longo de mais de 300 anos de história do Brasil, mostrando as marcas de um legado cultural que até hoje exerce grande influência na sociedade brasileira.

Autor: SOUZA, MARINA DE MELLO E
Editora: ATICA
Assunto: HISTÓRIA DO BRASIL

Homens andam sobre dois pésHominídeos andam sobre dois pés (c. 3,5mi a.C. - África Oriental)

Hominídeos andam sobre dois pés (c. 3,5mi a.C. - África Oriental)

Tanzânia, hominídeos estão andando sobre dois pés , deixando pegadas em cinza vulcânica consolidada, conhecida como tufo. A condição da cinza poderá preservar as pegadas por milhões de anos.

Marcas no chão

Além das pegadas dos hominídeos, há marcas de um grande número de animais terrestres e aves que participam de uma migração anual, todos rumando para o norte. Embora não se saiba qual espécie de hominídeo está deixando as pegadas, elas aparentam ser de dois adultos e um jovem. O menor dos adultos segue deliberadamente os passos do maior dos três.

As maiores pegadas medem de 18 a 23 cm de comprimento, e sua profundidade na cinza indica que os hominídeos tem de 1,20 a 1,50 de altura. As pegadas monstram que, enquanto cruzava a extensão da cinza, um dos três hominídeos parou para olhar à esquerda, possivelmente para previnir-se contra predadores, comuns na àrea. A trilha dos hominídeos é cruzada pela de um cavalo com um potro trotando a seu lado.

Fim da era Glacial

Extinta a caça de grande porte (c. 8.000 a.C. - América do Norte): Há algum tempo vem se reduzindo o número de exemplares da megafauna, a caça de grande porte que era uma característica típica desta área e que, provavelmente, foi o que atraiu para cá os primeiros colonizadores. Agora, esses animais parecem ter desaparecido totalmente. Tudo indica que mastodontes, mamutes lanosos, preguiças terrestres gigantes, antas, camelos e tatus gigantes estão extintos na América do Norte.

Morte em Massa, Uma das razões para a extinção em massa é que a glaciação está terminando e, com o clima tornando-se mais quente e mais seco, o tipo de alimento exigido por esses grandes animais praticamente desapareceu. Mas a caça excessiva talvez tenha sido também um fator importante. As pontas estriadas das flechas mostraram-se armas eficientes.

E houve ainda numerosas ocasiões em que os caçadores provocaram o estouro de manadas inteiras, para fazer os animais caírem do alto de rochas ou cercá-los em estreitas passagens e, em seguida, abatê-los. Ainda existem muitos animais de caça, mas o desaparecimento das espécies de maior porte e o clima, cada vez mais quente, inevitavelmente produzirão profundas mudanças no modo de vida das pessoas

Artesãos fazem ferramentas de cobre

Artesãos fazem ferramentas de cobre (c. 5.000 a.C. - Oriente Médio)

As comunidades estão produzindo mais ferramentas e armas de cobre, graças a um novo e engenhoso processo que permite extraí-lo de rochas incandescentes contendo minérios do metal.

Na gruta de Shanidar, no Iraque, um homem é enterrado em meio a coroas de flores de cores vivas e doces aromas. Na França, um jovem desce à cova com ferramentas de pedra e ossos de animal espalhados em torno dele. Num abrigo rochoso em La Ferrassie, na França, um homem, uma mulher, duas crianças e um recém-nascido são enterrados em um pequeno cemitério. Na Ásia Central, uma criança é enterrada com um anel de chifres de cabra montado na terra em torno de sua cabeça.

Não se sabe se esses enterros são de membros especialmente importantes das comunidades, mas um fato tem sido notado: os homens são geralmente sepultados com alimentos, ferramentas ou outros itens, enquanto as mulheres não parecem conseguir semelhante tratamento. Menos Respeito Nem todas as comunidades Neandertal mostram tanto respeito pelos mortos. Em Krapina, no norte da Iuguslávia, ossos humanos esmagados foram atirados à terra juntamente com ossos de animais, sem nehuma tentativa de enterrá-los, e alguns mostram marcas de cortes. Suspeita-se de canibalismo, mas não há nehuma certeza disso.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Dica de livro: Uma Breve História do Século XX

Mais uma vez, o autor de "Uma Breve História do Mundo", Geoffrey Blainey, surpreende os leitores. Em "Uma Breve História do Século XX", você vai se surpreender com uma descrição vibrante e apaixonada dos cem anos mais fascinantes da história.

As duas maiores guerras, a ascensão e queda dos regimes comunistas, o maior colapso econômico já vivido, o declínio das monarquias e dos grandes impérios da Europa - tudo isso com emoção e intensidade.

Nessa fantástica viagem, cada fato é exibido com exatidão e sagacidade. E cada triunfo é revelado com dinamismo e entusiasmo, como em um emocionante filme sobre o nosso passado. Um livro essencial para compreender os acontecimentos que nos trouxeram aos dias de hoje!

Bandeira de Pernambuco

Nossa bandeira foi idealizada pelos revolucionários de 1817 e oficializada, anos depois, pelo governador Manoel Antonio Pereira Borba.

A cor azul do retângulo superior simboliza a grandeza do céu pernambucano; a cor branca representa a paz; o arco-íris em três cores (verde, amarelo, vermelho) representa a união de todos os pernambucanos; a estrela caracteriza o nosso estado no conjunto da Federação; o sol é a força e a energia de Pernambuco; finalmente, a cruz representa a fé na justiça e no entendimento.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Dica de Livro: A trajetória de um rei sem castelo Lampião

      "Falar de Lampião significa repensar o que seria o sertão de hoje sem o cangaço de ontem. Tido como maior forma de insurreição ocorrida no nordeste do país, Lampião forçou, embora involutariamente, o sertão a mudar. Estradas tiveram que ser construídas, pois o "Homem" precisava ser alcançado. Escolas foram erguidas, a fim de conter e educar os futuros lampiõezinhos que nasciam a cada momento naquele sertão.

       Com sua bravura e destemor, este homem desmoralizou muitos poderosos e mandões naquelas terras, tirando deles os seus maiores trunfos: dinheiro e poder..." (Paulo Moura)

Como adquiri o Livro: Em recife, no box sertanejo, no mercado da madalena ou na livraria jaqueira.
Contato direto com autor: Tel: (81) 9421-2653 / (81) 8792-5831

Como apresentar um trabalho na frente de toda a sala?

      Existem pessoas que não conseguem falar bem quando estão com toda a atenção voltada para si. No período escolar são inúmeras as vezes que o aluno tem que apresentar um trabalho, uma maquete, um exercício ou outras atividades que o coloca sobre evidência aos demais que estão presentes na sala de aula. Como lidar com a insegurança e a timidez ao falar?

      Os sinais quando se está prestes a falar para outras pessoas são sempre os mesmos: frio na barriga; suor, principalmente nas mãos; vontade de urinar; insegurança e voz trêmula. Para conseguir lidar com essas situações é importante seguir algumas regrinhas básicas:

Dominar o assunto a ser apresentado, ler o material não é bom;
Buscar a melhor maneira de se apresentar à frente, de pé ou sentado;
Falar de forma clara com o vocabulário adequado para a situação (para que o objetivo seja atingido);
Determinar um tempo para a apresentação;
Falar com boa intensidade e velocidade, nem alto e nem baixo, nem devagar e nem rápido;
Mostrar entusiasmo na apresentação para despertar interesse daqueles que ouvem para o que é apresentado;
Não tente se desculpar se por acaso der algum deslize e nem se justifique, apenas corrija;
Olhar diretamente para as pessoas para que inspire confiança;
Busque materiais de apoio que auxilie na lembrança do que deve ser falado;
Evitar olhar para colegas que buscam tirar sua concentração;
Ao final, enfatizar os pontos principais apresentados e por fim;
Esclarecer dúvidas que possam existir.

      Apesar de seguir à risca o que está descrito acima, poderá ainda haver o aparecimento do nervosismo e do friozinho na barriga, porém insegurança não.

A invenção do purgatório

      Na Idade Média notamos o desenvolvimento de uma série de fatos e experiências históricas que fizeram da Igreja uma das mais poderosas instituições daquela época. A difusão dos preceitos cristãos pela Europa e em outras partes do mundo fez com que os dirigentes desta denominação religiosa interferissem profundamente nos hábitos, concepções e modos de agir de um grande número de pessoas daquela época.

      Apesar da visibilidade de todo esse processo, não podemos chegar à simplista conclusão de que os clérigos conseguiam fazer com que as pessoas fizessem aquilo que eles bem entendessem. A Igreja influiu na sociedade de sua época, mas também houve situações em que essa poderosa religião também teve de dialogar com as situações e impasses gerados pelos seus próprios seguidores. Para compreendermos tal ponto, podemos tomar a questão da vida após a morte como um interessante exemplo.

      Até o século XII, o cristão estava destinado às glórias e o conforto dos céus ou ao tormento eterno mantido nas profundezas do inferno. A proposição de destinos tão diferentes, fez com que vários fiéis buscassem uma vida predominantemente voltada para a garantia de salvação. Mas como bem sabemos, desde aquele tempo, os pecados atingiam a muitos cristãos e, por isso, pairava uma enorme dúvida sobre qual seria o destino de alguém que não foi nem completamente bom ou ruim.

      Nesse período, é interessante frisarmos que a ordenação social legitimada pela Igreja passava a escapar do seu controle. O mundo medieval antes dividido entre clero, nobreza e servos passava a ganhar a entrada de pessoas que não se ajustavam completamente a esse modelo harmônico dos clérigos medievais. Passando a viver no efervescente ambiente urbano, muitos fiéis e clérigos não tinham meios seguros para dizer se alguém levou ou não uma vida louvável aos olhos de Deus.

      De fato essa discussão era bastante antiga e já tinha presença nos escritos de Santo Agostinho, no século IV. Segundo esse teólogo medieval, o indivíduo que teve uma vida mais inclinada ao pecado seria destinado ao Inferno, mas poderia sair dessa condição através das orações feitas pelos vivos em sua memória. Já aqueles que não foram inteiramente bons passariam por um estágio de purificação que poderia trazê-lo para os céus.

      Até então, o purgatório era compreendido como um processo de salvação espiritual que fugia do que era normalmente convencionado pela Igreja. Segundo a pesquisa de alguns historiadores, a ideia de que o purgatório fosse um “lugar à parte” somente tomou forma entre os séculos XII e XIII. Contudo, engana-se quem acredita que esse terceiro destino no post mortem seja uma proposta originalmente concebida pela cristandade ocidental.

      Os próprios judeus acreditavam que aqueles que não eram nem bons ou maus seriam levados a um lugar onde a pessoa sofreria castigos temporários até que estivessem aptos para viverem no éden. Entre os indianos, os “intermediários” poderiam viver uma série de reencarnações que os levariam até os céus ou ao inferno. Sem dúvida, podemos ver como a própria condição do homem e sua experiência histórica influíram na visão de mundo de várias crenças.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Nucleo de pesquisa

Olá pessoal,

A FUNESO está com um projeto de abrir um nucleo de estudos e pesquisas afro-indígenas, fui convidado para fazer parte da coordenação de uma linha de pesquisa, quem se interessar entre em contato comigo  (apenas da minha linha de pesquisa), Marcelino Alves de Souza . E-mail para contato: torquatosouza@hotmail.com


PROJETO PARA GRUPO DE PESQUISA NA FUNESO
BRASIL E AFRICA NO IMPÉRIO COLONIAL PORTUGUÊS
Coordenador: Profº Especialista Leandro Nascimento de Souza

Objetivo: Esse grupo de pesquisa tem como objetivo preencher uma lacuna nos estudos do período da Expansão Ultramarina Portuguesa, também chamado de Mundo Atlântico Colonial. A proposta entende que no que concerne à História do Brasil e especificamente de Pernambuco, estão vinculadas a processos mais amplos como a História Africana e Ibérica. Nossa proposta é de iniciar alunos da instituição na pesquisa acadêmica, estabelecendo diálogos com pesquisadores de outras instituições do Brasil, através dos encontros de história. Discutiremos pesquisas que congreguem temas como: histórias de vida, organizações políticas e econômicas, sociabilidades, culturas e idéias que circularam entre as margens do Atlântico no período que engloba principalmente os séculos XVI ao inicio do XIX. Pretendemos promover e participar dos encontros científicos, publicaremos artigos sobre os temas abordados nas investigações desenvolvidas dentro da linha de pesquisa, além de possibilitar um aperfeiçoamento das pesquisas que se desenvolvem no âmbito da instituição.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

A História do Cristo Redentor

A história recente do Corcovado data desde o século XVI, quando os colonizadores portugueses batizaram a montanha de Pico da Tentação, uma referência a um monte bíblico. No século XVII o monte é rebatizado de Corcovado, devido a sua forma que lembraria uma corcunda (corcova). Em 1824, dois anos após a independência do Brasil, Dom Pedro I lidera uma expedição ao topo do Corcovado, abrindo um caminho para o cume. 35 anos mais tarde, em 1859 o padre Pedro Maria Boss sugere à Princesa Isabel que seja construído um monumento religioso no alto do Corcovado.

      Em 1882 Dom Pedro II autoriza a construção da Estrada de Ferro do Corcovado, que começa a funcionar em 1884 no trecho Cosme Velho Paineiras. Um ano mais tarde é inaugurado o trecho final da estrada de ferro, ligando as Paineiras ao topo do morro. A extensão total da ferrovia é de 3800 metros. Somente em 1921 é retomada a idéia do Padre Maria Boss de construir um monumento religioso, na ocasião para comemorar-se o centenário da independência do Brasil. A pedra fundamental da construção é lançada em 4 de Abril de 1922.

      Em 1923 é realizado um concurso para a escolha do monumento a ser construído e o projeto vencedor é do engenheiro Heitor da Silva Costa. Finalmente, em 1931 é inaugurada oficialmente a Estátua do Cristo Redentor. O desenho da estátua é de Carlos Oswald e a execução do escultor francês Paul Maximilian Landowski. As escadas rolantes e os elevadores são de 2003. Em 2007 o Cristo Redentor foi declarado uma das 7 Maravilhas do Mundo.

O que é cultura?

      É comum dizermos que uma pessoa não possui cultura quando ela não tem contato com a leitura, artes, história, música, etc. Se compararmos um professor universitário com um indivíduo que não sabe ler nem escrever, a maior parte das pessoas chegaria à conclusão de que o professor é “cheio de cultura” e o outro, desprovido dela. Mas, afinal, o que é cultura?
     
     Para o senso comum, cultura possui um sentido de erudição, uma instrução vasta e variada adquirida por meio de diversos mecanismos, principalmente o estudo. Quantas vezes já ouvimos os jargões “O povo não tem cultura”, “O povo não sabe o que é boa música”, “O povo não tem educação”, etc.? De fato, esta é uma concepção arbitrária e equivocada a respeito do que realmente significa o termo “cultura”.
    Não podemos dizer que um índio que não tem contato com livros, nem com música clássica, por exemplo, não possui cultura. Onde ficam seus costumes, tradições, sua língua?
      O conceito de cultura é bastante complexo. Em uma visão antropológica, podemos o definir como a rede de significados que dão sentido ao mundo que cerca um indivíduo, ou seja, a sociedade. Essa rede engloba um conjunto de diversos aspectos, como crenças, valores, costumes, leis, moral, línguas, etc.
     Nesse sentido, podemos chegar à conclusão de que é impossível que um indivíduo não tenha cultura, afinal, ninguém nasce e permanece fora de um contexto social, seja ele qual for. Também podemos dizer que considerar uma determinada cultura (a cultura ocidental, por exemplo) como um modelo a ser seguido por todos é uma visão extremamente etnocêntrica.

domingo, 6 de junho de 2010

OS CRIMES DE NAPOLEÃO

Um livro que mostra um Napoleão nunca visto antes. Muito antes do Holocausto nazista, Bonaparte utilizou câmaras de gás embrionárias, criou campos de concentração na Córsega e em Alba e restabeleceu o tráfico de escravos, provocando milhares de mortes nas colônias francesas. 'Os crimes de Napoleão' é uma exposição das atrocidades pioneiras praticadas pelo imperador da França, e mais tarde repetidas por ditadores como Adolf Hitler.

Aqueus

Eram semi-nômades indo-europeus que migraram para a Grécia buscando terras férteis para plantarem alimentos. Viveram na Idade do Bronze. Ao adentrarem na Grécia, se depararam com os Pelágios que viviam na Idade da Pedra.
Reprimiram os pelágios, ocuparam seus terrenos férteis e criaram a civilização micénica. Depois de certo tempo, se depararam com a civilização cretense e então ficaram conhecidos como os opositores dos troianos na guerra.
Os aqueus então, passaram a ser chamados de gregos eram fortes comerciantes e submeteram a ilha de Creta, onde mais tarde dominaram também economicamente quase todo o Mediterrâneo Oriental.
Por volta de 1100 a.C., a civilização micénica entrou em decadência e findou então a Idade do Bronze na Grécia dando lugar a Idade das Trevas de durou cerca de 150 anos.

Guerra do Vietnã (1959-1975) - História da Guerra do Vietnã

 Conhecedores da geografia local, os guerrilheiros vietcongues se deslocavam através dos rios para preparar emboscadas para o inimigo

De natureza ideológica, foi o mais polêmico e violento conflito armado da segunda metade do século XX. Situado no Vietnã, contou com a determinação das guerrilhas comunistas do Vietnã do Sul (os chamados vietcongues), com o apoio do governo do Vietnã do Norte, para derrotar o governo do Vietnã do Sul.
O conflito afetou o Laos, onde o Pather Lao (comunista) derrubou o regime monárquico em 1975, e o Camboja, cujo governo rendeu-se, no mesmo ano, ao grupo comunista do Khmer Vermelho.
Nascido da luta do povo vietnamita pela libertação do jugo colonial francês, a chamada guerra da Indochina, o conflito tornou-se, no período de maior intensidade de participação americana, elemento essencial da Guerra Fria. Os Estados Unidos, que tinham apoiado a França na Indochina, acreditavam que a queda do Vietnã do Sul acarretaria a de outros países do Sudeste Asiático.
Foi durante a Guerra do Vietnã que se destacou o grupo comunista Viet Minh, fundado pelo líder revolucionário Ho Chi Minh, que, em sua luta pela libertação, contou com apoio político nos dois países, o do Norte, comunista, e o do Sul, pró-ocidental. Os comunistas proclamaram seu propósito de reunificar o país. John Fitzgerald Kennedy, então presidente dos Estados Unidos, comprometeu-se a ajudar o Vietnã do Sul a manter sua independência. O conflito intensificou-se em 1964, quando dois destróieres dos Estados Unidos foram atacados por lanchas norte-vietnamitas, em águas internacionais do golfo de Tonquim. O presidente Lindon B. Johnson ordenou bombardeios de represália sobre o Vietnã do Norte.
A guerra continuou e as perdas humanas geraram um sentimento de repulsa na população norte-americana, que exigia o fim da guerra. Durante a campanha de 1967-1968, o general norte-vietnamita Vo Nguyen Giap iniciou a denominada ofensiva do Tet, de devastador efeito psicológico. Em 1969, o novo presidente, Richard Nixon, anunciou a progressiva retirada das tropas norte-americanas e, em 23 de janeiro de 1973, conseguiu um acordo para o cessar-fogo. Em dezembro de 1974, o Vietcong lançou uma grande ofensiva e, em 30 de abril de 1975, as tropas revolucionárias ocuparam Saigon. O Sul rendeu-se incondicionalmente. Cerca de 2 milhões de vietnamitas e 57 mil norte-americanos morreram no conflito.